O Metalúrgico #468



Lutar pela reposição das perdas, aumento salarial e melhores condições de trabalho

As próximas reuniões para discussão da pauta de reivindicações vão acontecer nos dias 05 e 06 de junho, além de estarmos firmes na defesa da ampliação dos direitos, é o momento de fortalecer a mobilização, pois é assim que vamos garantir a reposição das perdas, aumento salarial e melhores condições de trabalho.

A luta também é contra as péssimas condições de trabalho Poeira na Pista “A” continua

No pátio de minérios, na pista A, é uma poeira total devido a movimentação de caminhões que transportam minérios para Ipatinga(MG). A condição para os trabalhadores naquela área é insuportável. O sindicato tem cobrado e durante algum tempo passaram com caminhãopipa molhando o chão. Mas isso parou, e as condições continuam péssimas.



No recozimento, risco de explosão

Além das más condições de trabalho, falta de manutenção nos equipamentos e a pressão por produção, trabalhadores da Usiminas executam suas tarefas encima de uma bomba-relógio.

Como exemplo, na área do recozimento tem uma grande rede de distribuição de gás natural embaixo do piso operacional que abastece 88 bases de fornos (foto ao lado). De acordo com a própria norma da empresa, todo serviço à quente com potencial explosivo ou inflamável só pode ser liberado se houver a Permissão de Trabalho com a obrigatória medição de explosividade no ambiente a fim de detectar possíveis

vazamentos.

Mas nenhum serviço à quente é liberado com a Permissão de Trabalho no recozimento. Lá não tem nem o aparelho para fazer a medição de gases, colocando assim a vida de trabalhadores em risco.

O Sindicato tem cobrado continuamente tanto a segurança do trabalho e chefias e a cobrança vai continuar além das denuncias para os órgãos de fiscalização.


Continue a denunciar as péssimas condições de trabalho e participe das ações chamadas pelo Sindicato.



Usiminas impõe jornadas cada vez mais extensas

Enquanto a Usiminas derruba a produção para tentar dar calote no que deve aos trabalhadores, a movimentação de placas e bobinas é constante. Sempre tem plataformas e composições carregadas com placas e bobinas chegando e transitando em todo usina em direção aos pátios de expedição e para o porto para embarque.

E na contramão disso tudo, a direção da usina impõe jornadas cada vez mais pesadas, pois acabou com o turno de zero hora em alguns setores e impõe o período de férias para os trabalhadores de acordo como os interesses da Usiminas.

Desrespeito a jornada de trabalho

Vários trabalhadores estão sendo obrigados a fazer mais de 12 horas de jornada e além disso não é respeitado o intervalo de descanso. Muitos ficam presos durante algum tempo nas catracas, mas depois a Usiminas para tentar mascarar o desrespeito à jornada de trabalho, libera os crachás para os trabalhadores entrarem através de uma máquina portátil trazida pela segurança da empresa



Enquanto coloca a vida dos trabalhadores em risco, Usiminas faz auditoria fajuta

Na semana passada, houve auditoria de meio ambiente na usina de Cubatão para renovar a certificação. A direção da usina colocou vários trabalhadores para fazerem limpeza e maquiar a área e criar locais para separação de resíduos. Alguns foram obrigados até a entrar antes do horário de trabalho.

E para enganar os órgãos que fazem a auditoria a Usiminas mantem equipamentos desligados durante dias, porque quando operam emitem fumaça vermelha e particulados para todos os lados, como é o caso da Máquina de Escarfagem no pátio de placas.



A participação no DDS é voluntária

A Usiminas vive alardeando para todos os cantos da empresa que ela investe pesado em questão relacionada a segurança e para isto até disponibiliza o espaço e o tempo para o DDS para discussão sobre segurança,Saúde e prevenção entre os grupos de funcionários de todas as áreas. Mas a direção da empresa precisa avisar as chefias que a participação nos DDS não são obrigatórias e sim voluntárias, ou seja, existem funcionários que não sentem-se a vontade de se expressar durante os DDS. Também não vivemos em uma ditadura,pois existem várias áreas na Usina de Cubatão que os supervisores estão obrigando os funcionários a falarem.A humilhação e pressão é tão grande por parte da chefia que eles chegam até dizer que se nao houver a participação do pessoal nos DDS, a coisa vai ficar insustentável em relação ao emprego de cada um.



Enesa obriga trabalhadores à jornada de 16 horas

Os trabalhadores muitas vezes são obrigados a fazer jornada de 16 horas e ainda voltam a trabalhar no dia seguinte no seu horário normal. A empresa não respeita o intervalo interjornada, não respeita nada.

E tem mais: dão calote nas horas extras, obrigam os trabalhadores que estão de férias a virem trabalhar e tentam esconder mais esse desrespeito aos direitos dos trabalhadores.



UsiUber. Vamos nessa?



Cartas do Zé Protesto

“Zé, o diretor industrial otimista, para pressionar os trabalhadores a vir trabalhar a qualquer hora, definiu uma nova forma de transporte: quem vai buscar em casa o trabalhador é o próprio chefe.”

- Isso é pressão escancarada e uma forma de aumentar ainda mais a exploração contra os trabalhadores.

“Zé, os trabalhadores na Alfa, Ormec, NM e Enesa chegam no restaurante central de manhã, tomam o café e na hora de ir para o canteiro tem que ir a pé trabalhar, porque a direção da empresa cortou o transporte novamente.”

- Enquanto isso os patrões estão numa boa, nos seus carros de luxo. Vamos pra cima exigir melhores condições de trabalho.


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