O Metalúrgico #481



Extensão da jornada com dobras e antecipações. Mais pressão por produção

É isso que faz a Usiminas, suga cada vez mais a força de trabalho de cada trabalhador e segue aumentando seus lucros.

A meta de produção de laminado no LTQ2 do mês de agosto foi de 115 mil toneladas e os lucros da Usiminas se ampliam a cada semestre, fruto do trabalho dos metalúrgicos que trabalham em condições cada vez piores.

Tudo está como era antes das demissões em massa: imposição de dobras, antecipações, acúmulo de função, pressão por mais produção e, junto a isso, as gerências passam por cima de procedimentos que devem ser feitos para as diversas operações e o resultado disso é o risco constante de mais acidentes graves.

Exemplos dessa realidade estão em várias áreas como no LTF, recozimento, escarfagem e LTQ2. Os trabalhadores que são do turno das 7h às 15h, estão sendo obrigados à irem trabalhar de madrugada, às 3 horas da manhã e os trabalhadores do turno das 15h têm que dobrar. Ou seja, extensão da jornada, pressão, ritmo alucinante de trabalho e assim, enquanto a Usiminas aumenta seus lucros, o que aumenta para os trabalhadores é o adoecimento e os acidentes provocados pelas péssimas condições de trabalho.


O novo programa da PLR de novo nada tem: aumenta a pressão por mais produção, esconde dados para depois dar calote nos trabalhadores

O informativo da Usiminas sobre a PLR é mais um desrespeito aos trabalhadores ao mentir descaradamente que o programa desse ano é melhor para os trabalhadores,.

Melhor é só para Usiminas veja só:

- As metas em relação a custos e produção, significa mais pressão contra os trabalhadores que terão que trabalhar ainda mais e em piores condições de trabalho.

- Seja os valores que a Usiminas diz que reservou para pagar a PLR, seja os resultados financeiros, são dados que a direção da usina esconde, tudo isso para no final dar mais um calote na PLR.

- Além disso, mesmo que todas as metas fossem atingidas, o valor máximo pago seria de apenas 1,5 salário, ou seja, para os trabalhadores que garantem a produção e o lucro da empresa nada, ou quase nada, já para a diretoria bônus cada vez mais gordos.

No dia 21/08, a Usiminas afirmou em seu Informativo que os custos de produção estão diminuindo, mas tenta esconder como fez isso: arrochando ainda mais os salários, piorando as condições de trabalho e exigindo cada vez mais produção.

Demitiram em massa, seguem com a terceirização, tudo para diminuir o que devem pagar de salários. Exemplo disso é na área de embalagem de bobinas em que os trabalhadores na Ormec, empresa terceirizada, recebem salários mais arrochados ainda.

Só se indignar com o desrespeito da Usiminas, não basta. É preciso se colocar em movimento para juntos lutarmos contra o desrespeito aos direitos e a agressão à nossa saúde.



Usiminas tenta esconder o adoecimento que provoca

É isso que significa o tal projeto “Superar”, que a Usiminas impôs aos trabalhadores como forma de tentar esconder que as dores na coluna, braços, pernas, pescoço, entre outras, vêm das condições impostas pelo trabalho. E quando os trabalhadores vão para o CSO para as sessões de fisioterapia, tem chefe que humilha os trabalhadores dizendo que eles não querem trabalhar, que deveriam fazer a tal de fisioterapia só depois da jornada.

Ao invés desse papo furado de superar, o que temos é que enfrentar o ataque da Usiminas que, através das péssimas condições de trabalho, provoca o adoecimento e desrespeita os trabalhadores.


No Porto, a pressão vai além do fim da jornada de trabalho

Isso porque o gerente do Porto segue ampliando suas maldades contra os trabalhadores. Ele obriga os trabalhadores a ficarem mais de 15 minutos na área na hora de rendição para outro turno e assim quem fica, não consegue nem tomar banho, pois senão perde o ônibus.



Por mais produção, Usiminas coloca a vida dos trabalhadores em risco

Na área de recozimento há alguns meses, a chefia mandou o trabalhador adiantar a produção e ignorou os procedimentos de segurança para o empilhamento dos rolos de bobina.

Depois a chefia tentou demitir o trabalhador, mas não conseguiu porque o Sindicato foi pra cima.

E a direção da usina continua a passar por cima dos procedimentos de segurança na mesma área, pois está impondo o empilhamento de 66 rolos de bobina com pilhas de 2,3, 4 rolos, tudo para não parar as atividades no Laminador. Mas o

piso operacional não suporta tanta carga, ou seja, é mais uma ação da direção da Usiminas para garantir mais lucros que pode causar uma tragédia.


Mais um acidente provocado pelas péssimas condições de trabalho

Telhados e tubulações caindo aos pedaços, pontes-rolantes desabando e agora as calçadas que estão esburacadas e cheia de rachaduras provocaram mais um acidente.

Um trabalhador torceu o pé, foi atendido num hospital fora da usina e agora está afastado de suas atividades por causa do acidente.



Cartas do Zé Protesto

“Zé, a Usiminas ao invés de garantir a devida limpeza em todas as áreas incluindo os vestiários, tenta colocar nas costas do trabalhador na produção mais essa tarefa. É isso que que ela teve a cara de pau de dizer em seu Informativo”.

– A Usiminas demitiu em massa, reduzindo também o número de trabalhadores na limpeza e quer que quem ficou, garanta a

produção e a limpeza. Enquanto isso a chefia fica numa boa, nas salinhas com arcondicionado, banheiro limpo e tudo mais.

“Zé, já faz tempo que a chefia no LTQ montou um ponto de ônibus novinho e protegido para chefia, mas no pátio de placas da Aciaria até agora nada.”

- Para a chefia conforto, mas para os trabalhadores calor escaldante e chuva.

Já denunciamos mais esse desrespeito da Usiminas e o ponto de ônibus com cobertura e banco decentes só vai sair com a nossa mobilização.

“Zé, a empresa Teixeira Duarte responsável pela reforma do terminal portuário, está colocando os trabalhadores para trabalhar com EPI’s que não têm a mínima condição de uso.

Além disso as jornadas são extensas etudo isso coloca a saúde dos trabalhadores em risco.”

– A Usiminas sabe disso e não faz nada. Ou seja, mais do que ser conivente, a direção da usina pratica e apoia esse desrespeito contra os trabalhadores” 

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