O Metalúrgico #482



Hoje é dia de luta contra o massacre aos direitos trabalhistas

Metalúrgicos em várias regiões do país param a produção em defesa dos direitos

A reforma dos patrões aprovada pelo governo Temer/PMDB e pela maioria do Congresso Nacional, tenta acabar com os direitos que estão na CLT e nas Convenções Coletivas de Trabalho.

Nesse semestre, são várias categorias em todo o Brasil que estão em Campanha Salarial, como os metalúrgicos e nesse ano os patrões, além de tentar dar calote no devido reajuste salarial, vão vir pra cima dos direitos que conquistamos através de muita luta e que estão nas Convenções Coletivas.

Se não tiver luta, o que já está ruim, vai ficar pior

Para enfrentar isso é preciso lutar agora, porque depois só vai restar arrependimento e isso não trará os direitos de volta.

Por isso os metalúrgicos que se organizam na Intersindical estão firmes na unidade de ação com outras organizações para que hoje seja um dia de paralisação nacional do ramo metalúrgico.

Os patrões continuam recebendo farta ajuda do governo através das isenções fiscais, empréstimos do BNDES e, além disso, ampliam seus lucros arrochando os salários e seguindo com as demissões. E eles querem mais: agora querem massacrar os direitos que estão garantidos nas Convenções Coletiva de Trabalho.

Se você não lutar, seus direitos vão acabar

A partir de novembro, os patrões vão avançar ainda mais contra os trabalhadores. E se engana quem acha que está protegido, pois o massacre é contra todos. Ao contrário do que o governo e os patrões falam, a reforma não vai garantir emprego, vai garantir que os patrões reduzam salários e direitos, aumentem as demissões dando calote até nas rescisões trabalhistas.

Juntos e na luta é que vamos impedir a redução dos salários e direitos

Nesse momento em que os patrões e o seu governo avançam ainda mais contra a classe trabalhadora, estarmos juntos e organizados no Sindicato é fundamental.

Ter um Sindicato que, mais do que te representar, está na luta pra valer como o Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista, é fundamental nesse momento de ataque brutal contra os direitos.

O seu emprego, seu salário, seus direitos, tudo está em risco. Abaixar a cabeça e fingir que isso não tem nada a ver com você, só vai aumentar a força dos patrões para arrancar seus direitos e seu emprego.

Não adianta se esconder atrás do medo da demissão. As demissões vão aumentar se não tiver luta. Vão aumentar as demissões, o arrocho nos salários, a miséria.

Mas se a luta se ampliar, aí a história é outra: quando os trabalhadores se organizam e lutam, nossa força é muito maior do que a força do patrão. Então a hora é de lutar, participe das assembleias, paralisações e greves organizadas pelos Sindicatos e Organizações de luta, é só assim que vamos garantir nenhum direito a menos. 

O dia de hoje é mais um passo importante da mobilização contra a retirada de direitos. Foi lutando que garantimos os direitos que estão na CLT e nas Convenções Coletivas de Trabalho, é lutando que vamos barrar que os patrões acabem com esses direitos.



Pressão e péssimas condições de trabalho em todas as áreas da Usiminas

Risco de acidente até no Centro de Saúde Ocupacional

É isso mesmo, quem precisa ir até o Centro de Saúde Ocupacional (CSO), à noite corre o risco de sofrer um acidente no percurso. Isso porque não há nenhuma iluminação no entorno e na avenida que dá acesso ao CSO. Iluminação só no prédio e no local em que fica a ambulância.

Mais pressão contra os trabalhadores na Central de resíduo da usina

É isso que um supervisor puxa-saco dos gerentes da manutenção e do transporte tem feito contra os trabalhadores. Esse chefete fica rodando de carro por toda usina, tirando fotos, xingando e pressionando os trabalhadores por mais produção. É mais um supervisor que tenta se manter na usina humilhando os trabalhadores que, quanto mais geram lucro através de seu trabalho, têm seus salários e direitos desrespeitados.

Se toca chefete puxa-saco, humilhar o trabalhador é crime de assédio moral.

NM não garante condições de trabalho e aumenta pressão contra os trabalhadores

Essa é mais uma das terceirizadas da Usiminas, responsável pelo serviço de limpeza dos vestiários e banheiros. A NM demitiu em massa e quem ficou tem que trabalhar por três, sem nenhuma condição de trabalho. A cara de pau da direção da empresa é tão grande que na lista dos absurdos que falam para os trabalhadores, é dizer que o emprego de cada trabalhador é um presente da empresa. Presente quem ganha é a direção da empresa que se farta com o que recebe da Usiminas, humilhando os trabalhadores e arrochando ainda mais os salários.

Sapore demite trabalhadora vítima de doença provocada pelo trabalho

Uma trabalhadora na Sapore com muito tempo de casa, foi vítima de doença provocada pelo trabalho na cozinha e foi demitida. A direção da empresa passou por cima do direito que a trabalhadora tem à estabilidade. E tem mais: quem ajudou na demissão foi um diretor do sindicato dos trabalhadores na área de alimentação. Veja o absurdo, o diretor desse sindicato, que deveria defender os trabalhadores, faz o inverso, ele é gerente da empresa, ou seja, é um chefe que ajuda a direção da empresa a desrespeitar e demitir os trabalhadores. Para mudar isso é preciso tirar o Sindicato das mãos dos patrões e botar os pelegos pra correr, para que o sindicato seja um instrumento de luta e defesa dos trabalhadores.


CONTINUE A DENUNCIAR OS PROBLEMAS QUE ENFRENTA EM SEU LOCAL DE TRABALHO E PARTICIPE DAS MOBILIZAÇÕES ORGANIIZADAS PELO SINDICATO.



Cartas do Zé Protesto

“Zé, a situação no almoxarifado central continua a mesma. Além da insegurança comum no local, seria interessante que todos, inclusive os supervisores, se integrassem e o trabalho não ficasse nas costas de dois ou tres trabalhadores.”

- O trabalhador corre o risco de se acidentar duas vezes: uma no local de trabalho e depois no caminho para o CSO. Tá na hora de alguém tomar uma providência.



Seminário importante

Venha debater um pouco sobre a conjuntura nacional e internacional e entender o papel da Reforma da Previdência no desenvolvimento do Capitalismo no Brasil.

ANÁLISE DE CONJUNTURA com Luis Carlos Scapi (Educador do NEP 13 de Maio)

das 8h30 às 12h

REFORMA DA PREVIDÊNCIA com Rita de Cássia (SINSPREV Pela Base) 

das 14h às 18h

Na sede do Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista e Região (Av. Ana Costa, 55, Vila Matias, Santos, SP)

Local: Subsede (Av. Ana Costa, 55) - Vila Mathias - SANTOS/SP - Brasil
Data: 18 à 23/09/17
Horário: 08h30

+ boletins