O Metalúrgico #484



Avançar na luta contra o massacre aos direitos na Reforma Trabalhista

Nesse semestre na maior parte do Brasil, metalúrgicos, têxteis, químicos, trabalhadores nos Correios, entre outras categorias estão em Campanha Salarial. E em todos os lugares a resposta dos patrões para a pauta de reivindicação é a mesma: além de terem a cara de pau de apresentar como reajuste salarial só a inflação, que não chega a 2%, querem retirar direitos das Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho.

Os patrões querem retirar nossos direitos, para aumentar ainda mais seus lucros

A produção está bombando, os lucros não param de crescer e os patrões querem ainda mais. É por isso que fizeram essa reforma trabalhista, para continuar com as demissões, contratar depois com salários menores e quase sem nenhum direito.

Com a mudança da lei que vai ser colocada em prática a partir de novembro, acaba a manutenção das Convenções Coletivas de Trabalho, o que significa que sem nova Convenção ou Acordo Coletivo assinado, todos os direitos que temos estão ameaçados.

Aqui na Usiminas, o Acordo Coletivo assinado em 2017 tem validade de dois anos, até maio de 2019, mas a luta pela manutenção e a devida ampliação dos direitos tem que se ampliar desde já.

Por isso, o momento é de luta, pois todos seremos atingidos pelo massacre

Aqui na região da Baixada Santista, a Campanha Salarial desse semestre é dos metalúrgicos que trabalham nas empresas de refrigeração, auto-peças e máquinas. E para impedir o fim dos direitos do Acordo Coletivo a mobilização tem que acontecer em cada local de trabalho para não permitir que os patrões retirem tudo que foi conquistado em décadas de luta.

No dia 14 de setembro, dia nacional de luta dos metalúrgicos, juntos com o Sindicato, os metalúrgicos em São Sebastião realizaram protesto que atrasou a produção nas empresas metalúrgicas Manserv, Engevale e Autvale que estão instaladas dentro da Petrobras.

E dia 10 de novembro é dia de greve, principalmente no ramo metalúrgico, mais um passo necessário na luta contra o massacre aos direitos que significa a reforma trabalhista. Pois é só lutando que vamos barrar o fim dos nossos direitos.



Como numa guerra, é preciso procurar abrigo. Só que nesse caso, o único abrigo possível é a LUTA junto com o Sindicato.

O seu emprego, seu salário, seus direitos, tudo está em risco. Abaixar a cabeça e fingir que isso não tem nada a ver com você, só vai aumentar a força dos patrões para arrancar seus direitos e seu emprego.

Mas quando estamos juntos, aí a coisa é diferente. Por isso, participar das atividades chamadas pelo Sindicato e se sindicalizar é muito importante, ainda mais agora nesse momento em que os patrões querem arrancar tudo que conquistamos através de muita luta. Se você ainda não é sócio, não espere mais. É preciso estar junto ao instrumento de luta e defesa dos seus direitos que é o Sindicato.



No Pátio da Aciaria as condições de trabalho vão de mal a pior

Na escarfagem manual do pátio de placas da aciaria, ainda não existe a segurança necessária e adequada para preservar a saúde e a vida dos trabalhadores. Os trabalhadores têm que ficar em cima de uma placa de aço de até 12 m de comprimento, com um maçarico enorme, inalando gases tóxicos. Enquanto a Usiminas lucra com essa operação, expõe a saúde e vida dos trabalhadores, que são obrigados a suportar o peso dos maçaricos e da mangueira. Os EPI’s, além do calor que provocam, não protegem os trabalhadores.

Durante a escarfagem, o local fica impregnado pela fumaça vermelha gerada na operação e a Usiminas preocupada com o lucro, não investe em exaustores para eliminar gases e fumaça.

É isso que significa o programa de Gestão de Consequência: péssimas condições de trabalho e perseguição contra os trabalhadores

No programa de Gestão de Consequência diz que quem não respeitar a sinalização das faixas vai ser punido, mas que sinalização se nem faixa de pedestres existe? Exemplo disso está na frente da portaria do porto?



Não é só enrolação: é desrespeito ao direito do trabalhador. É isso que significa os PPS’s emitidos pelas Usiminas

A Usiminas continua emitindo os PPP’s com informações que não são verdadeiras isso tudo para tentar esconder as condições de trabalho que provocam o adoecimento e impedindo os trabalhadores de terem o devido direito à aposentadoria especial. A Usiminas emite diferentes PPP’S para trabalhadores de um mesmo setor que realizam a mesma função, mais um exemplo que mostra que a Usiminas mascara os dados para fugir de sua responsabilidade.



Aumenta a mensalidade e piora o atendimento do plano de saúde

Essa é a realidade do plano de saúde, aumenta o descredenciamento de médicos e exames por cidade. Agora quem mora na Praia Grande por exemplo, tem que ir até Santos para fazer um exame. Concentraram a maior parte do atendimento em Santos e não estão nem aí para as dificuldades de deslocamento dos trabalhadores.



Dia 08 é “Dia da Criança” no Sindicato

No próximo dia 08 de outubro (domingo|), o Sindicato dos Metalúrgicos e a V Company realizam, mais uma vez, o “Dia das Crianças”, no auditório da subsede, em Santos, na avenida Ana Costa, 55, com a apresentação da peça “Peter Pan, A Batalha Pelo Livro Mágico”.

O evento tem início às 15h30 e contará com diversas atividades para a garotada e a distribuição de doces, pipoca e refrigerantes. O ingresso é um litro de Leite UHT Integral (por pessoa) e pode ser trocado na sede e subsedes do Sindicato, inclusive no Gremetal, nos seguintes endereços:

- Rua Cidade de Pinhal, 91, em Cubatão, das 9h às 17h; - Av. Ana Costa, 55, em Santos, das 9h às 18h; - Rua Capitão Alberto Mendes Jr, 515 - Vicente de Carvalho, em Guarujá; - Rua Paraná, 156 - Vila Mathias, em Santos (Gremetal).



Cartas do Zé Protesto

”Zé, a Enesa está demorando até dois anos para liberar o PPP e está dando calote nas horas extras.”

-Não garante condições seguras de trabalho e dá calote no que deve aos trabalhadores. Para acabar com mais esse desrespeito é preciso continuar denunciando as falcatruas da empresa e principalmente se colocar em movimento.

“Zé a comida continua ruim, a direção da usina diz que vai melhorar, mas até agora nada.”

- A quantidade é pouca, a mistura é cada vez mais minguada e ruim, até quando isso? Daqui a pouco tá na hora de virar o bandejão exigindo um direito básico: alimentação decente”

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