O Metalúrgico #492



Patrões com sua reforma trabalhista tentam acabar com direitos que estão nas Convenções Coletivas de Trabalho

Metalúrgicos, têxteis e várias outras categorias que estão em Campanha Salarial seguem na mobilização para impedir a retirada de direitos

A reforma trabalhista dos patrões é isso: impor alteração das jornadas de trabalho de acordo com interesses patronais, diminuir salários e direitos, exemplo disso é o que tentam fazer contra os trabalhadores que estão em Campanha Salarial agora, tentado retirar direitos que estão nas Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho.

Só lutando que vamos barrar esses ataques

Nesse semestre, são várias as categorias que estão em Campanha Salarial, como metalúrgicos, têxteis, químicos, trabalhadores nos Correios. Fruto da mobilização, os metalúrgicos organizados juntos com os Sindicatos e a Intersindical tem avançado na manutenção dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho. Em vários setores do ramo metalúrgico conseguimos renovar a Convenção Coletiva mantendo todos os direitos e a luta segue, pois os patrões que representam setores como as indústrias de autopeças tentam a todo custo retirar direitos que garantimos através de muita luta.

Em Blumenau/SC, os trabalhadores têxteis seguem em luta contra a tentativa dos patrões de retirar da Convenção Coletiva de Trabalho, a cláusula que impede a terceirização da produção. Nos Correios, a greve dos trabalhadores impediu a retirada dos direitos que estão no Acordo Coletivo que o governo queria retirar dos trabalhadores.

Esses são alguns exemplos que mostram que é na luta, juntos e firmes em cada local de trabalho que vamos impedir que a reforma trabalhista dos patrões seja colocada em prática.

Por isso fique atento, converse com os diretores do Sindicato na área, busque com os companheiros os Jornais e Cartilhas da Intersindical onde mostramos com mais detalhes o que significa essa reforma trabalhista dos patrões. Participe das assembleias e ações chamadas pelo Sindicato, pois é só assim lutando que vamos impedir o fim dos direitos.



Processo do Turno Fixo na Usiminas: se você trabalha ou conhece alguém que trabalhou no turno no período de novembro de 2004 a outubro de 2013, entre em contato com o Sindicato

A direção da Usiminas fez de tudo para se livrar do processo sobre o turno fixo, mas não conseguiu, vai ter que pagar as horas à mais que obrigou os trabalhadores a trabalharem nesse turno irregular.

Depois que perdeu todos os recursos no Judiciário, a Usiminas ainda tenta dar calote, pois apresentou uma lista faltando muitos nomes de trabalhadores que trabalham ou trabalhavam no turno. E mais: alterou os períodos de trabalho de vários trabalhadores, ou seja, tudo para tentar dar calote no que deve.

E quanto mais tentam se justificar, mais escancarado fica o desrespeito aos direitos dos trabalhadores. Exemplo disso é a conversa fiada das chefias dizendo que só vai receber as horas quem na época recebia adicional de insalubridade.

Vejam o absurdo, pois uma coisa não tem nada a ver com a outra. O processo que agora está na fase de cálculo é em relação ao turno fixo, tem direito todos os trabalhadores que trabalham ou trabalhavam na usina de novembro de 2004 a outubro de 2013, independente se recebiam ou não adicional de insalubridade.

Então se você trabalha ou conhece alguém que trabalhou no turno na Usiminas, entre em contato com os diretores do Sindicato na área ou vá até o Sindicato.



As regras de ouro da Usiminas na prática: nem ambulância para socorro tem

Essa é a realidade dos trabalhadores sejam os efetivos na usina, sejam os que trabalham nas contratadas, se passarem mal no trabalho, não adianta esperar pela ambulância porque ela não vai chegar.

A ordem da direção da usina agora é: se alguém passar mal no local de trabalho vai ser levado em qualquer carro para o CSO, nada de ambulância. Exemplo disso foi o que aconteceu com uma trabalhadora na G4S que passou mal, sentindo muita dor e sem condições para caminhar e foi levada para o Departamento de Saúde, no veículo da empresa.Ou seja, num veículo que não estava equipado para nenhum atendimento de emergência.



Depois da denúncia do Sindicato sobre as condições da máquina de escarfagem, a gerência começou a mexer

Fruto da denúncia do Sindicato sobre a situação do controle ambiental na MEA, a máquina de escarfagem automática da Aciaria, a gerência encaminhou nessa semana que se fizesse um grande reparo no despoeiramento da máquina.

Mas só fazer manutenção não basta. É preciso realizar a medição dos efluentes pra valer e com fiscalização, pois a realidade é que o óxido de ferro continua a ser despejado no ar, expondo os trabalhadores e a população da região à graves riscos à saúde.

Pressão por mais produção e desrespeito a jornada de trabalho

A direção da usina está pressionando os trabalhadores para fazer hora extra e retornar no dia seguinte sem o devido intervalo de descanso de 11 horas e tem mais: a chefia diz para os trabalhadores ao retornarem no seu horário de trabalho a passar pela catraca 5 que está liberada do registro de ponto. Assim a Usiminas além de pressionar os trabalhadores por mais produção, desrespeita a jornada, passa por cima do devido horário de descanso e expõe os trabalhadores a mais riscos de acidente e adoecimento.

Mais pressão e desrespeito à jornada

É o que está acontecendo também no recozimento. A ordem da chefia para quem é convocado para entrar antecipado ou a dobrar é não almoçar e nem jantar, são só 15 minutos de lanche. E a pressão das chefias só aumentam contra os trabalhadores exigindo o prolongamento da jornada.

No galpão dos Recozimentos 2 e 5, em dia de chuva, chove mais dentro do que fora e a direção da usina só se preocupa com sua produção

São muitos rombos e furos no telhado do galpão e quando a chuva é forte, as pontes rolantes as passar por esses rombos arrastam a água que vão cair nas bobinas.

E veja mais absurdo: a direção da usina ao invés de consertar o telhado, tem a cara de pau de dizer para os operadores terem cuidado ao passar com as pontes para proteger as bobinas que podem oxidar. Ou seja, a preocupação da Usiminas não está em proteger a vida dos trabalhadores, só está preocupada com a produção.



Denúncia e pressão do Sindicato fez com que as pontes parassem

A direção da usina vive desrespeitando as próprias normas de segurança que cria, pois uma delas determina que a supervisão em dias de chuva veja se há goteiras, e se houver as pontes devem ser paradas.

Na semana passada durante um temporal que aconteceu aqui, se dependesse das chefias, as pontes deveriam ser operadas normalmente, mas o Sindicato exigiu o cumprimento da norma.

Os operadores pararam as pontes, pois é isso que deve ser feito e seguimos exigindo da direção da usina para que cumpra as normas de segurança e garanta condições seguras de trabalho para o conjunto dos trabalhadores.



Cartas do Zé Protesto

“Zé, a situação do transporte continua de mal à pior. Tem linha que leva até 01 hora e meia para chegar e voltar da usina. Exemplo disso é a Linha PG2. E ar-condicionado? Só em duas linhas tem.”

- Trajetos cada vez maiores, ônibus em condições cada vez piores para levar quem garante a produção. Enquanto isso, a direção da usina está de boa em seus carros.

“Zé, os trabalhadores da SELV, que têm data base em abril, ainda não receberam o reajuste salarial (4,57%) deste ano, e nem a PLR DE r$ 500,00.”

- O Sindicato solicitou documentos para comprovar os pagamentos, mas a empresa não conseguiu provar. Vamos acionar a empresa na Justiça e partiremos para ações políticas com mobilizações.

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