O Metalúrgico #496



Desvio e acúmulo de função: isso é o que faz a Usiminas para ampliar ainda mais seus lucros

Na ânsia por mais lucros, a direção da Usiminas amplia a pressão contra os trabalhadores. Essa é a realidade na maioria das áreas, dobras, antecipações e além disso, as chefias impõem o acúmulo e o desvio da função. É mecânico sendo obrigado a fazer a função de lubrificador, eletricista tendo que fazer a função de mecânico, operador de ponte sendo obrigado a limpar vidros e pintar pontes, o mesmo controlador de cabine fazendo o controle nos pátios de bobinas, controlador que é identificador também é cortador de placas no pátio de placas, operador de ponte que faz função de controlador no LTQ e Escarfagem.

Junto com o acúmulo e o desvio de função, a limpeza da área também cai nas costas de quem tem que garantir a produção. Ou seja, a Usiminas comemora o aumento dos seus lucros as custas das demissões em massa que fez a dois anos, do arrocho salarial e da pressão que faz em cada trabalhador por mais produção.

É preciso seguir colocando a revolta em movimento, pois é só na luta que conseguimos enfrentar os ataques diários dos patrões que querem sugar ao máximo nossa força de trabalho, nossa saúde e vida para aumentar ainda mais seus lucros.



Mais um acidente na usina que recebeu prêmio de saúde e segurança no Trabalho

Nessa semana (dia 11/12) mais um acidente aconteceu dentro da usina. Dessa vez a vítima foi um trabalhador na Ormec. Na pressão por mais produção, as chefias passam por cima das normas de segurança, não dão o devido treinamento e, junto com a Usiminas, têm a cara de pau de registrar o acidente como simplesmente um atendimento ambulatorial.

O trabalhador foi ferido quando retirava amostra da bobina, que é um material oleado e por isso escorregou e atingiu o seu pescoço.



Amoi tenta impor a reforma trabalhista que retira direitos dos trabalhadores

Na reunião para discutir a pauta de reivindicação da Campanha Salarial, a direção da Amoi ao invés de pagar o que deve aos trabalhadores, veio com mais desrespeito contra os direitos dos trabalhadores. Tentaram impor a reforma trabalhista dos patrões que diminui direitos e salários dos trabalhadores.

A proposta da empresa era implementar o contrato intermitente, ou seja, a jornada é feita de acordo com os interesses do patrão, não há mais salário fixo, o pagamento seria só pela hora trabalhada.

Também queriam parcelar as férias dos trabalhadores em três períodos, não por escolha do trabalhador, mas a partir dos interesses da empresa. E mais: queriam retirar as homologações do Sindicato para tentar dar calote nos trabalhadores também na hora da rescisão trabalhista.

O Sindicato junto com a Comissão dos Trabalhadores disse NÃO para todas essas propostas indecentes da AMOI e o próximo passo é ampliar a mobilização contra os ataques da empresa aos direitos, pois é assim que vamos garantir aumento salarial e manutenção dos direitos.



Usiminas desrespeita as próprias normas de segurança

Existe uma norma interna na usina que determina que enquanto um navio estiver fazendo o abastecimento, é proibido a realização de qualquer outra operação. Mas a Usiminas novamente desrespeita mais uma norma básica de segurança.

Os trabalhadores são obrigados a continuar na operação, mesmo quando há carga e descarga no Porto. Ou seja, ficam expostos a graves acidentes, como incêndios e explosões.

Seja para a Ormec, uma das empresas terceirizadas que opera no Porto, seja para a Usiminas, o que vale é o lucro, não a vida dos trabalhadores.

É isso que significa na prática, o tal Programa de Gestão e Consequência da Usiminas.



Gerências e chefias perseguem e humilham os trabalhadores

Tem gerente que faz de tudo para se dar bem com a direção da Usiminas. Exemplo disso é o tal Zeca Diabo que humilha e persegue os trabalhadores. Nas tais auditorias, esse gerente da área de manutenção desrespeita e ameaça constantemente os trabalhadores.

E na superintendência do LTQ não é diferente: as chefias para serem premiadas pela direção da usina, pressionam os trabalhadores diariamente com ameaças de demissões.

Os chefetes perseguem, as condições de trabalho impostas pela Usiminas são cada vez piores e o resultado disso para os trabalhadores é mais adoecimento.



Depois da denúncia do Sindicato, Enesa começa a se mexer em relação aos vestiários

Após a denúncia do Sindicato sobre as péssimas condições dos vestiários da Enesa que estavam imundos, a direção da empresa começou a se mexer: a limpeza começou a ser feita, vasos sanitários foram desentupidos e paredes começaram a ser pintadas.

Na CMI trabalhadores são obrigados a trabalhar vestidos como se fossem mendigos

Trabalhadores da CMI estão constrangidos. O motivo é a negação da empresa em entregar uniformes novos, mesmo tendo em estoque na empresa que informa que será entregue em janeiro. “Andamos como se fossemos uns mendigos”, desabafa um trabalhador. O Sindicato comunicou a chefia e até agora não obteve um retorno.



Cartas do Zé Protesto

“Zé, a Vigilância Sanitária precisa entrar na usina pra constatar o que os trabalhadores juntos com o Sindicato têm denunciado: a sujeira se espalha por todos os lados nos vestiários e até nos restaurantes.”

- É barata nos restaurantes, aranha nos vestiários, pra tudo que é lado

“Zé, enquanto a mistura da refeição continua cada vez mais minguada para os trabalhadores, para chefia é tudo dobrado. E tem mais: a Sapore que regula a comida para quem garante a produção, serve no restaurante central, na bandeja com serviço de garçom, a gerência da usina.”


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