O Metalúrgico #512



Não é combate a corrupção, é a burguesia avançando no ataque a classe trabalhadora

A decretação da prisão de Lula, o ataque a caravana do PT não é combate a corrupção. É a ação do Capital que depois de se utilizar do PT, mais que impor outro gerente na máquina do Estado, busca atacar as Organizações que não se curvaram aos seus interesses.

A cada momento, os representantes dos patrões no governo, na Câmara dos Deputados e no Senado, no Judiciário e nos meios de comunicação fazem de tudo para avançar no ataque aos direitos dos trabalhadores.

Mentem descaradamente para piorar as condições de vida e trabalho da classe trabalhadora

Mentiram que a reforma trabalhista ia garantir empregos, quando na verdade, vai manter as demissões, reduzindo direitos e salários. Mentiram dizendo que era preciso congelar os gastos do Estado para melhorar o atendimento quando, na realidade tiram dinheiro da saúde, educação e Previdência para colocar no bolso das empresas privadas.

Depois de usar o PT, agora os patrões querem mais

Por isso apoiaram o impecheament da Dilma e a prisão do Lula e colocaram Temer para acelerar o ataque contra os trabalhadores. Lula está preso, mas outros como Aécio/PSDB e Temer/MDB que têm contra eles um monte de provas de corrupção seguem livres.

O verdadeiro crime do Lula e do PT foi terem abaixado a cabeça para quem nos explora

Enquanto esteve no governo, o PT distribuiu migalhas para parte de nossa classe que nada tinha, ao mesmo tempo em que contribuiu para frear a luta dos trabalhadores contra esse sistema de exploração. O Ministério Público enche a boca para falar que a operação Lava Jato vai devolver aos cofres públicos aproximadamente R$10 bilhões desviados pela corrupção, mas não fala nada dos mais de R$300 bilhões que não entrarão para esses mesmos cofres por conta das isenções fiscais que Temer garantiu para as empresas privadas. Isenções que foram feitas também nos governos do PT, do PSDB e tantos outros.

É preciso estar atento e se colocar em movimento junto com as Organizações que estão na luta em defesa dos trabalhadores

Os patrões na década de 60 se utilizaram de um golpe militar para aumentar a exploração contra os trabalhadores, torturando e matando parte importante de nossa classe que foi a luta para garantir os direitos que temos hoje. Depois disso, se utilizam também dos governos eleitos para tentar enganar os trabalhadores.

Esperar só pelas eleições não basta, é preciso fortalecer a luta nos locais de trabalho e nas ruas

Porque esse é o único caminho para parar a violência da fome, do desemprego, da perda de direitos. É preciso estar junto com os Sindicatos e as Organizações de luta em defesa dos trabalhadores. Só lamentar ou ficar indignado sozinho não vai adiantar nada, é na luta de nossa classe que vamos conseguir enfrentar os ataques dos patrões e de seus governos.



Estruturas caindo aos pedaços quase provocam mais um grave acidente

O Sindicato já fez várias denúncias sobre as estruturas nas áreas de produção que estão ruindo: telhados, calhas e tapamentos laterais corroídos, que podem provocar um grave acidente.

Exemplo disso é o que aconteceu na semana passada no Pátio de placas da Aciaria, algumas calhas caíram e por muito pouco um trabalhador não foi atingido.

O Sindicato imediatamente interditou o local e exigiu que as chefias, além de retirar toda a parte restante da estrutura, também encaminhassem o quanto antes a recuperação das estruturas.

Mas o serviço que deveria durar trinta dias durou somente três. Retiraram e limparam só umas partes das calhas. A parte mais grave só foi isolada e abandonado o serviço. Esse é o descaso da Usiminas com a vida dos trabalhadores, que o presidente da empresa diz ser o “principal valor”.



Acessos de pontes-rolantes e linhas de vida: continua a enrolação

Os acessos de várias pontes na usina estão em péssimas condições com estruturas corroídas e podendo gerar um acidente a qualquer momento. Alguns desses acessos foram isolados, como é o casa do PR 361, no pátio de placas da Aciaria. Mas cadê a restauração?

Outra condição que Usiminas parece não dar importância é a das linhas de vida das vigas de ponte-rolante. Já denunciamos varias vezes, já teve linha que se rompeu só de o operador apoiar o talabarte e até agora nada da troca geral dos cabos. Disseram que há um plano de ação para a troca, mas até agora nada e os trabalhadores continuam usando essas linhas de vida sem ter a menor garantia de que funcionam quando for preciso.



ASSÉDIO MORAL - Mais uma na Usiminas: um ditador

No pátio de placas da Aciaria existe um supervisor que já é um velho conhecido de toda a direção da Usiminas e de todos os funcionários, por se achar o próprio “Ditador Kim Jong Un”, da Coréia do Norte (só que na Usina de Cubatão). Este cidadão não aprendeu nada nos treinamentos que ele teve que fazer como a gestão de pessoas e, por isso, o que ele mais sabe fazer é viver humilhando e pressionando os funcionários. O mais preocupante é que ele não sabe trabalhar com mulheres, sejam estagiárias do Senai ou funcionárias do Pátio. Este cidadão não deve saber que as trabalhadoras, assim como os trabalhadores, devem ser respeitados.

Recentemente uma trabalhadora foi obrigada a sair do turno dele para evitar que algo sério acontecesse. Em dezembro 2017 ele destratou algumas estagiárias do Senai que informaram o fato ao professor responsável do Senai. Nos últimos dias, mais uma vez, ele desrespeitou uma funcionária operadora de ponte na frente de vários operadores.

O Sindicato cobrou uma posição do RH e da gerência do Pátio e nada até agora foi feito porque, tanto o gerente como o RH, são coniventes.

Iremos denunciar ao Ministério Público mais esta atitude desse “ditador”.

EM TEMPO - Na terça-feira, dia 10, no término DDS, ele comunicou à um operador que sempre trabalhou corretamente, que estava sendo desligado e que o mesmo deveria passar na sala do assistente. O funcionário indagou o motivo da demissão e nem ele e nem o assistente justificaram, informando que era apenas uma ordem da direção da usina.



Zé Protesto

“Zé, se tiver um incêndio na usina depois do horário administrativo, como é que vai ser? Pois depois desse horário nem motorista para as viaturas tem.”

- A Usiminas na gana por mais lucros, demitiu em todas as áreas, incluindo também os bombeiros e o resultado disso é mais risco para a vida dos trabalhadores.

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“Zé, no feriado da sexta-feira santa, o nutricionista lambe-botas da usina responsável pelo restaurante, para puxar o saco da direção da Usiminas, mandou trazer refrigerante para o gerente da vigilância e para o advogado do RH que estavam ao lado dele numa mesa do refeitório central. É muita folga!.“

- Enquanto isso, os trabalhadores que garantem a produção, mal conseguem se alimentar durante a dura jornada de trabalho.”

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“Zé, os trabalhadores na Enesa e na NM que estão trabalhando na pintura dos restaurantes durante a semana e até nos sábados e feriados estão sendo obrigados pela “loira dos vestiários” a comer marmitex no local de trabalho para atender o prazo estipulado da reforma.”

- Se toca pelegada da Usiminas e das contratadas, horário de refeição e comida decente é direito básico dos trabalhadores.

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