O Metalúrgico #513



É na luta que garantimos as nossas reivindicações

A luta se amplia a cada dia no conjunto da categoria, é hora de ampliarmos a mobilização dentro da usina para garantir a reposição das perdas, reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

A Usiminas anunciou no último dia 17 de abril, a reativação do Alto Forno 1 em Ipatinga. O Alto Forno tem capacidade para 650 mil toneladas de ferro gusa e junto com outros fornos do complexo siderúrgico tem uma capacidade anual de 3,65 milhões de toneladas.

E no dia 20 de abril, o próprio presidente da empresa anunciando os dados do último trimestre, afirmou que a Usiminas está entre as empresas mais rentáveis do mundo.

O lucro líquido foi de R$ 157,2 milhões no primeiro trimestre desse ano. As vendas de aço foram na ordem de 1,1 milhão de toneladas e as vendas de minério de ferro de 1,8 milhão de toneladas.

Aqui em Cubatão, a pressão por mais produção também é todo dia: dobras e antecipações na Laminação a frio são cada vez mais frequentes e no Porto não param de chegar toneladas de placas aço. Do Irã chegaram 35 mil toneladas de aço e já tem outro descarregamento perto de chegar vindo da PECEM. A programação de produção do LTQ é de aproximadamente 142 mil toneladas.

Quem garante o lucro da Usiminas sofre com o arrocho salarial, as péssimas condições de trabalho, com a pressão e o desrespeito das chefias que estão a serviço da direção da usina para ampliar ainda mais a exploração contra os trabalhadores.

A pauta de reivindicações da Campanha Salarial foi protocolada na usina no início de abril, mas os representantes da usina só marcaram a primeira reunião para o próximo dia 26/04, ou seja, querem enrolar e dar calote no que devem aos trabalhadores e contra isso é preciso ampliar a mobilização, como estamos fazendo no conjunto da categoria.



Assembleias com atraso na produção e greve nas metalúrgicas enfrentam os ataques dos patrões aos direitos e avançam nas reivindicações dos trabalhadores

19/04 - Portaria 10 da Petrobras: Trabalhadores na SGS Brasil aprovam proposta depois de paralisação. 19/04 - Portaria 10 da Petrobras: Trabalhadores na SGS Brasil aprovam proposta depois de paralisação.
16/04 - Ilha do Barnabé: Trabalhadores na i7 Engª, cruzam os braços por direitos. 16/04 - Ilha do Barnabé: Trabalhadores na i7 Engª, cruzam os braços por direitos.
10/04 - Portaria 10, da Petrobras: Trabalhadores na Autvale participam de assembleia do Sindicato. 10/04 - Portaria 10, da Petrobras: Trabalhadores na Autvale participam de assembleia do Sindicato.
12/04 - Usiminas: Atraso na entrada do turno causa irritação na direção da empresa. 12/04 - Usiminas: Atraso na entrada do turno causa irritação na direção da empresa.

Nas últimas semanas foram várias as mobilizações organizadas pelo Sindicato junto com os metalúrgicos nas empresas da região da Baixada Santista. Na planta da Petrobrás, os trabalhadores nas empresas metalúrgicas pararam a produção e junto com o Sindicato na greve garantiram suas reivindicações, são exemplos de quando nos colocamos em movimento avançamos na luta por mais salários e na defesa dos direitos.

Vamos juntos e firmes lutar por nossas reivindicações



Contra a pressão e a humilhação das chefias, vamos fortalecer a mobilização

O protesto que realizamos há duas semanas é apenas uma parte da nossa mobilização contra o desrespeito das chefias que humilham os trabalhadores.

Tem supervisor na área que acha que pode humilhar, desrespeitar e ficar impune, um desses lambe botas da empresa, está no Pátio de Placas.

Esse tal ditador anda dizendo que vai continuar a fazer o que quiser, humilhar, como fez com uma trabalhadora e demitir, como fez com um operador de Ponte.

Esse assediador se apoia no superintendente e no gerente que são coniventes com a pressão e a humilhação contra os trabalhadores e para enfrentar isso nossa principal ação é continuar a denunciar esses chefetes e ampliar a mobilização.

Vamos ampliar a mobilização exigindo o devido aumento salarial, por melhores condições de trabalho e contra a humilhação e o desrespeito dos chefetes lambe botas da Usiminas.



No tráfego ferroviário a situação de risco é cada vez maior

No tráfego ferroviário tem vagonetas com molas fora do lugar e gastas, e falta até parafusos para fixar as rodas nos eixos, o que pode provocar um acidente fatal.

Não é de hoje que as condições de trabalho nessa área estão cada vez piores, expondo os trabalhadores à riscos de graves acidentes.

A direção da usina mente descaradamente que se preocupa com a segurança, quando na realidade só está preocupada com a segurança de seus lucros.



Falta de segurança se espalha por todas as áreas

Tanto dentro como fora das áreas de produção, a situação de insegurança se espalha. A avenida próxima a carpintaria está toda deteriorada e para piorar, existe um vazamento de água que a direção da usina já sabe e não fez nada para resolver. O resultado disso é a rua afundando e estruturas ruindo.



É isso que a Usiminas chama de melhor transporte?

Nos finais de semana e feriados todas as linhas de ônibus vêm superlotadas porque a Usiminas para reduzir ainda mais seus custos, diminui o transporte e só coloca um ônibus reserva para Praia Grande e área continental.

E dentro da usina, a situação é a mesma, pois o número de ônibus internos também diminuiu. Quando um restaurante está fechado para reforma, os trabalhadores são obrigados a se espremerem nos ônibus para conseguir garantir a refeição.



LUTO

Faleceu no dia 15 de abril o companheiro José Francisco Bispo, técnico de manutenção há 22 anos na Usiminas.

E no domingo, 22, perdemos outro companheiro, o Supervisor de Manutenção do setor de Preventiva, Sergio Tavares Ferreira, também com 22 nos de empresa.

À família e amigos de ambos, as nossas condolências.



Zé Protesto

“Zé, a direção da Amoi exige que os trabalhadores trabalhem cada vez mais e as condições de trabalho só pioram. Ela está obrigando os trabalhadores à jornada irregulares de 12 horas e nos domingos o transporte é do canteiro até a portaria e depois disso os trabalhadores têm que ficar esperando o táxi para poder ir pra casa. Na semana passada, um supervisor obrigou os trabalhadores a andar na chuva do LTQ 1 até o LTQ 2.”

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“Zé, na Vix a chefia está obrigando os trabalhadores a assinar o cartão de ponto com o horário alterado. O trabalhador chega às 6:40, mas é obrigado a assinar como se tivesse chegado as 7:10 hs. E na hora da saída é a mesma coisa: depois de fazer hora extra até às 19 h, é obrigado a assinar como se tivesse saído mais cedo. E na hora de ir embora é de ônibus circular ou então com condução própria.”

- A Vix obriga os trabalhadores a uma jornada de trabalho massacrante e quer também dar calote nas devidas horas extras. A empresa lucra cada vez mais desrespeitando direitos básico do trabalhador e contra é preciso se colocar em movimento.

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