O Metalúrgico #516



Usiminas tenta dar calote novamente nos salários

Para garantir a reposição das perdas e aumento salarial é preciso se colocar em movimento

Na primeira reunião para discussão da nossa pauta de reivindicação que aconteceu no dia 26 de abril, os representantes da Usiminas vieram com a conversa fiada de sempre para tentar dar calote no que devem aos trabalhadores.

Reorganizaram a produção para os próximos três meses para dar a falsa impressão que estão mal das pernas quando, na realidade, só no primeiro trimestre desse ano, a Usiminas divulgou um aumento de mais de 57% em seu lucro líquido.

Enquanto os acionistas já estão pegando sua gorda fatia de lucros, os trabalhadores amargam o arrocho nos salários, ou seja, a única coisa que aumenta para os metalúrgicos que trabalham na Usiminas é o trabalho e as perdas salariais.

Mas para os acionistas a conversa é outra, basta ver que decidiram em assembleia no dia 25 de abril, distribuir entre eles 25% do lucro líquido referente ao ano de 2017.

AVISO AOS ACIONISTAS, de 25 de abril de 2018.

A Usiminas arrocha os salários do conjunto dos trabalhadores, não pagando as perdas e nem o devido aumento salarial e a PLR é usada como mais uma forma de aumentar ainda mais as metas de produção. Na hora do pagamento ou é calote, ou então o valor é calculado pelo salário de cada um, ou seja, quem garante o lucro não recebe quase nada, já as chefias que pressionam e humilham os trabalhadores recebem gordas fatias de PLR.

Para garantir nossas reivindicações é preciso lutar

Como já dissemos, não adianta só esperar pelas próximas reuniões sobre a pauta de reivindicações, pois o objetivo da Usiminas é não pagar o que deve aos trabalhadores. Para garantir a reposição das perdas e aumento salarial é preciso lutar, então participe das mobilizações organizadas pelo Sindicato.



Metalúrgicos aposentados da Baixada Santista juntos com o Sindicato na luta contra os ataques da Usiminas

A Usiminas tentou impor um reajuste absurdo na mensalidade do plano de saúde, mas fruto da luta e das ações judiciais organizadas pelo Sindicato, conseguimos barrar o aumento do plano.

Agora a Usiminas tenta outro golpe contra os aposentados: além da mensalidade, os metalúrgicos aposentados estão sendo obrigados a pagar várias taxas para quase tudo, como curativos, seringas, sala de espera e até cirurgias que o convênio deveria cobrir.

Contra mais esse ataque da Usiminas, os trabalhadores aposentados junto com o Sindicato, realizaram uma passeata no dia 26 de abril pelas ruas do centro de Santos até o Ministério Público.

A denúncia feita pelo Sindicato fez com que o Ministério Público movesse mais uma ação judicial contra esse ataque da Usiminas aos direitos dos trabalhadores.

A manifestação dos aposentados juntos com o Sindicato, é mais um exemplo que é na luta que enfrentamos os ataques dos patrões aos nossos direitos.



No Pátio de Placas, mais pressão e sobrecarga de trabalho

No horário das 15h, os escarfadores, além de fazer um trabalho muito pesado e cansativo com um maçarico enorme em cima das placas de aço, estão sendo obrigados a trabalhar ainda mais. É o que acontece quando há um intervalo sem placas para escarfar, os trabalhadores são obrigados a descarregar madeiras das plataformas.



Calote nos adicionais de insalubridade na Laminação à frio

Vários operadores que foram transferidos há mais de 8 meses da Embalagem para as linhas do LTF e L.E. e Recozimento, até agora continuam sem receber os devidos adicionais de insalubridade.



Mais pressão e desrespeito das chefias

É o que está acontecendo no LTQ, tem o bruxo que ameaça e humilha os trabalhadores. Por causa da pressão desse que é outro lambe-botas da Usiminas, tem trabalhador que é obrigado a continuar trabalhando até na hora do almoço e outros que, mesmo depois do final da jornada, são obrigados a voltar para área e trabalhar. Uma das principais consequências da violência desse chefete é o aumento do adoecimento dos trabalhadores. Se toca lambe-botas da Usiminas, você berra com o trabalhador, mas é mansinho pra direção da usina.



Mais pressão também na Ormec

Na Ormec está prevalecendo o autoritarismo de um chefete sobre os operadores de ponte-rolante do Turno D. Recentemente ele humilhou aos gritos e ameaçou um operador e um ajudante de demissão. Os trabalhadores não aguentam mais a pressão desse ditador movido pelo ódio e pela arrogância.



No porto nem faixa de pedestre tem mais

A faixa de pedestre na entrada do Porto já apagou, a chefia sabe, mas até agora nada de refazer a marcação de segurança.

E a empresa ainda pede que sejam seguidas as normas de segurança.

Continue a denunciar os problemas que enfrenta em seu local de trabalho e participe das atividades chamadas pelo Sindicato.



Zé Protesto

“Zé, na ENESA, tem um chefete que já voltou humilhando os trabalhadores. E também estão obrigando os trabalhadores a trabalhar nas emendas dos feriados.”

- Esse é mais um chefete que desrespeita os trabalhadores pra ficar de boa com a direção da ENESA que passa por cima dos direitos.

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“Zé, a SAPORE está obrigando as trabalhadoras a trabalhar até no dia da folga e ameaçando demitir quem não for.”

- Os dias de folga são direitos básicos de cada trabalhador. Se recusar a trabalhar no dia da folga é mais do que um direito e para enfrentar mais esse ataque da empresa é preciso ter mobilização.

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“Zé, de novo o Zeca Diabo está aprontando contra os trabalhadores. Esse lambe-botas da Usiminas está obrigando os trabalhadores nas contratadas a sair da área as 16h10 e assim todos chegam ao mesmo tempo nos vestiários que não têm a mínima estrutura.”

- E no vestiário da ENESA é ainda pior, nem chuveiro quente tem pra todo mundo. Está mais do que na hora desse tal de Zeca Diabo se tocar, que a batata dele está mais do que assada.

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