O Metalúrgico #521



Usiminas apresenta mais uma proposta indecente de reajuste salarial

A manifestação realizada no sábado, dia 09 de junho, foi um importante passo na mobilização da Campanha Salarial, além de ser um protesto contra as péssimas condições de trabalho impostas pela Usiminas ao conjunto dos trabalhadores, os efetivos na usina e os que trabalham nas contratadas. A manifestação realizada no sábado, dia 09 de junho, foi um importante passo na mobilização da Campanha Salarial, além de ser um protesto contra as péssimas condições de trabalho impostas pela Usiminas ao conjunto dos trabalhadores, os efetivos na usina e os que trabalham nas contratadas.

O Sindicato já disse não e vamos ampliar a luta pela reposição das perdas e por aumento salarial


Na reunião que aconteceu na terça-feira (19/06), os representantes da Usiminas apresentaram a proposta de pagar apenas 1,69% de reajuste salarial, isso significa as perdas acumuladas nos últimos 12 meses medidas pelo INPC, ou seja, o que a Usiminas quer aumentar é o arrocho nos nossos salários.


Veja que enquanto o INPC é de apenas 1,69%, tudo o que você tem que pagar aumentou muito mais: o gás aumentou em mais de 30%, o feijão aumentou em mais de 13%, o tomate em mais de 20%, a energia elétrica subiu mais de 5%.


A proposta da Usiminas, que já foi rejeitada pelo Sindicato, era também reajustar o transporte e se recusam a discutir o vale alimentação. Nós já dissemos NÃO para mais essa proposta indecente da Usiminas e apresentamos a seguinte proposta exigindo o avanço na discussão da pauta de reivindicação:

- Reajuste de 7%.

- Vale alimentação.

- Congelamento de reajuste no transporte e alimentação.

- Reajuste no plano de saúde deve ser o mesmo índice aplicado ao reajuste dos salários.


Vamos fortalecer a nossa mobilização, pois é assim que avançamos em nossas reivindicações



A luta também se amplia em Ipatinga

No dia 14 de junho, juntos com o Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga(MG), os trabalhadores na Usimec realizaram manifestação na entrada do turno que também atrasou a produção. Os companheiros também estão em Campanha Salarial enfrentando a tentativa de calote que a direção tenta dar nos salários.


Em Cubatão e em Ipatinga(MG), a luta é do conjunto dos metalúrgicos contra os ataques da Usiminas e suas contratadas que aumentam seus lucros aumentando a exploração contra os trabalhadores.


O caminho para avançar em nossas reivindicações é continuar e ampliar a mobilização junto com seu instrumento de luta e defesa que é o Sindicato.



Para não parar a produção, Usiminas coloca a vida dos trabalhadores em risco

A direção da usina tentou esconder o vazamento de amônia que aconteceu no mês de maio, na semana da paralisação dos caminhoneiros.


A direção da usina liberou uma operação que poderia provocar um grave acidente ao fazer a troca de nitrogênio por amônia na tubulação.


Na operação houve vazamento e a Usiminas sem avisar porque, alterou a entrada e a saída dos ônibus tanto dos turnos como do Administrativo. Mudaram a entrada e saída para a portaria externa, porque se houvesse necessidade de evacuação segundo a Usiminas, a saída seria mais rápida. Ou seja, eles esconderam o vazamento, fizeram a troca de nitrogênio por amônia e colocaram a vida dos trabalhadores em risco, tudo para não parar a produção.


O que aconteceu nos dias da saída por essa portaria foi uma aglomeração de ônibus, as saídas foram tumultuadas e o mais grave: houve vazamento de amônia e os representantes da usina tentaram esconder isso dos trabalhadores.


No desespero de não parar a produção, a direção da Usiminas impôs mais uma operação de risco ao colocar para funcionar a toque de caixa o craqueador que estava há mais de 5 anos parado. Agora que o fornecimento de nitrogênio está normal, estão fazendo de tudo para acabar com a amônia que ainda resta pela usina.


Nunca é demais lembrar que há alguns anos houve um vazamento na tubulação de um caminhão que transportava amônia na Rodovia Cônego Domênico Rangoni que parou a Baixada Santista e que teve vítimas fatais.


Numa emergência, nem há saída de emergência

Essa é a situação no prédio administrativo, as duas saídas de emergência não estão devidamente adaptadas para uma situação de evacuação rápida. Os setores de segurança do trabalho e o patrimonial sabem disso e nada fazem.


Produção a todo vapor e péssimas condições de trabalho

O embarque de coque no porto da usina está a todo vapor. Mas enquanto os acionistas da Usiminas se divertem com os lucros, as condições de trabalho para os trabalhadores são cada vez piores, que ficam expostos à nuvem de poeira na hora de carregar e descarregar o coque.


Além de não pagar o devido adicional de insalubridade para os trabalhadores na Usiminas, na Ormec e Vix, os patrões expõem os trabalhadores à graves problemas de saúde. E nesse mesmo lugar, os caminhoneiros que transportam o coque não têm direito nem a usar o banheiro na usina. É agressão e desrespeito um atrás do outro.


Riscos de acidentes para todos os lados

O acesso ao morro do Tapera onde ficam instaladas as torres de telefonia móvel é de risco tanto para os trabalhadores da manutenção na Usiminas, como para os trabalhadores nas operadoras de celulares. Essa é outra situação que os responsáveis pela segurança patrimonial, as chefias das equipes de manutenção, como o tal de Zeca Diabo sabem, mas não fazem nada.



Desrespeito da AMOI contra os trabalhadores continua

Os trabalhadores continuam a serem obrigados a trabalhar com uniformes sujos e rasgados e para conseguir outro é a maior dificuldade, tem que passar para chefia, depois para administração e nada de resolver. E os trabalhadores na Enesa também estão com o mesmo problema, enquanto a chefia continua engomadinha, quem garante a produção tem que trabalhar com o uniforme todo detonado.



Zé Protesto

“Zé, tem 07 catracas desativadas e falta iluminação na cobertura do terminal de ônibus, é o maior sufoco nos dias de chuva.”

- A jornada começa e termina no sufoco, já para entrar é fila, pra sair também e isso depois de trabalhar em péssimas condições de trabalho.

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“Zé, nas reuniões de passagem de turno no LTQ 2, o que acontece é assedio e pressão contra os técnicos, engenheiros e também supervisores.”

- Essa é a pratica de um tal de “Megamente” que tá se achando acima de todos. Se toca chefete babaca, vai arrumar o que fazer ao invés de ficar humilhando os trabalhadores. Os trabalhadores continuam a serem obrigados a trabalhar com uniformes sujos e rasgados e para conseguir outro é a maior dificuldade, tem que passar para chefia, depois para administração e nada de resolver. E os trabalhadores na Enesa também estão com o mesmo problema, enquanto a chefia continua engomadinha, quem garante a produção tem que trabalhar com o uniforme todo detonado. Desrespeito da AMOI contra os trabalhadores continua

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“Zé, o bom pastor e o Zeca Diabo voltaram a atacar. Estão tirando fotos e gritando com todos aqui fora da decapagem 3 porque os trabalhadores estavam limpando as ferramentas pra guardar nos malões. Isso já eram 16hs gritaram com trabalhadores da Enesa e da Amoi. Isso é assédio moral. Eles querem que saiam da área 16h10, sendo que batemos o cartão 16h38. 20 minutos pra ir para o canteiro tomar banho e bater o cartão, não existe condição para se fazer este tipo de coisa.

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