O Metalúrgico #525



Usiminas insiste em não pagar o que deve de reajuste salarial, enquanto comemora seus prêmios que vêm do lucro produzido pelos trabalhadores

Na reunião que aconteceu na semana passada, os representantes da Usiminas vieram com a proposta indecente de pagar apenas 1,69% que é o INPC acumulado nos últimos 12 meses e uma merreca de abono de R$ 800,00, abono que não é incorporado aos salários, ao 13º salário, nas férias, no FGTS, na aposentadoria, ou seja, não é incorporado em nada. A proposta foi rejeitada imediatamente pelo Sindicato.


Além disso, sabemos que o INPC de 1,69%, está longe de repor as perdas acumuladas, pois tudo sobe mais do que o salário. Comida, gás de cozinha, combustível, aluguel, tudo que temos que pagar mês a mês, tem reajuste muito maior do que os nossos salários.



Tira do trabalhador e entrega para os acionistas

Para identificar os vencedores em 20 diferentes categorias, a publicação realiza uma criteriosa análise das demonstrações contábeis enviadas pela empresa. Para identificar os vencedores em 20 diferentes categorias, a publicação realiza uma criteriosa análise das demonstrações contábeis enviadas pela empresa.

Enquanto a direção da Usiminas se recusa a pagar o que deve aos trabalhadores, comemora os prêmios que vai receber por aumentar ainda mais a exploração. Recentemente divulgaram na intranet alguns dos critérios para premiação das empresas que mostram que é da exploração contra os trabalhadores, que os acionistas se fartam de tanto lucrar.


Veja alguns dos requisitos para que a Usiminas receba em agosto o prêmio “Maiores e Melhores” da Revista Exame. Dados que foram divulgados pela própria Usiminas:


- Eficiência da empresa: controle de custos e o aproveitamento das oportunidades que surgem no mundo dos negócios, sendo um dos principais componentes da geração de valor para os acionistas.


- Riqueza gerada por cada empregado: mede quanto se gerou de riqueza, em relação ao número de empregados, independentemente do número de vendas.


Ou seja, é do trabalho direto de cada trabalhador que sofre com perdas salarias e nas péssimas condições de trabalho que a Usiminas mais que ganhar prêmios, aumenta seus lucros.


E a direção da Usiminas tem a cara de pau de fazer um informativo distribuído a semana passada, dizendo que situação da usina não é boa e que melhorou a proposta de reajuste salarial. É muito desrespeito contra os trabalhadores.



O caminho é seguir firme na luta junto com o Sindicato

Só esperar por novas reuniões não adianta, é preciso seguir na mobilização junto com o Sindicato, pois é na luta que vamos enfrentar as demissões que a Usiminas está fazendo e garantir as nossas reivindicações.


A proposta apresentada pelo Sindicato, na reunião da semana passada é essa:


- Reajuste de 5%.

- Congelamento do reajuste da alimentação e transporte.

- Vale alimentação de R$ 200,00.

- O reajuste do plano de saúde não pode ser acima do reajuste dos salários.


Fique atento e participe da mobilização organizada pelo Sindicato



Pressão do Sindicato faz Usiminas pagar o devido Adicional de Insalubridade no Recozimento

Após muita cobrança do Sindicato, a Usiminas está pagando o adicional de insalubridade para os trabalhadores no setor de recozimento, mas ainda falta pagar os valores retroativos. Contra o calote, o caminho é aumentar a pressão.



Operador mantenedor:mais acúmulo de função

É o que está acontecendo com os trabalhadores da operação que estão sendo obrigados a fazer curso no CDH sobre conhecimento de ferramentas, elétrica e mecânica básica. O objetivo da Usiminas com isso é aumentar ainda mais a exploração contra os trabalhadores. O trabalhador além das operações na produção, vai ser obrigado a fazer funções de manutenção e não vai receber o devido adicional de periculosidade. Junto a isso, a Usiminas quer ampliar as demissões na área de manutenção e sobrecarregar ainda mais quem ficar.



Mais adoecimento por conta das péssimas condições de trabalho

O virador de placas que fica entre as MEAs 1 e 2 do pátio acumula carepa (camada de óxido formada após a escarfagem) pois o sistema que deveria direcionar esse material para o canal de arraste não funciona. e por isso os trabalhadores são obrigados a bater pá para retirar esse material, num lugar apertado, fazendo esforço e saindo com a coluna toda arrebentada.



LINHAS DE VIDA ESTÃO SENDO TROCADAS NO PÁTIO

Depois de denúncias no boletim, cobrança do Sindicato e também da CIPA, as linhas de vida começaram a ser trocadas no pátio de placas. É mais um passo importante para ter condições seguras de trabalho.



Avaliação de desempenho serve só para aumentar a pressão e arrochar os salários

Mais uma vez a Usiminas subestima a inteligência dos trabalhadores. Os supervisores já recebiam um “teto de notas acima de 3”, por exemplo, numa equipe com 20 trabalhadores, o supervisor só podia dar nota 4 para 2 trabalhadores, os quais iriam receber a tal “meritocracia” tão citada na mesa de negociação pelos representantes da empresa. Da mesma forma, os gerentes faziam a avaliação dos supervisores onde só alguns recebiam a nota acima de 3.Por isso, a tal da meritocracia serve para esconder que, mais do que merecer, todos os trabalhadores tem direito ao aumento salarial que a Usiminas insiste em não pagar.



Zé Protesto

“Zé, está tudo escuro no entorno do Refeitório Central, o que coloca os trabalhadores em risco até na hora das refeições.” 

- E até a escadaria que dá acesso ao prédio e à rua ao lado também está no escuro. Ou seja, é falta de segurança o tempo todo. Tudo provocado pela Usiminas que não está nem aí em garantir condições seguras de trabalho.

Dentro do refeitório Dentro do refeitório
Fora do refeitório Fora do refeitório

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“Zé, a VIX também está colocando os trabalhadores em risco. As carretinhas que transportam cargas como placa, bobinas e caçambas estão com os pneus carecas. A vigilância da Usiminas sabe disso e autoriza que essas carretinhas rodem nesse estado.”

- A Usiminas deixa isso acontecer, porque não está nem aí com a saúde e a vida dos trabalhadores, sua única preocupação é explorar cada vez mais os trabalhadores por mais produção. E para enfrentar isso, a mobilização tem que ser do conjunto dos trabalhadores que trabalham dentro da usina.

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