O Metalúrgico #524



Usiminas insiste no calote e mobilização em defesa dos salários, do emprego e por melhores condições de trabalho continua

A direção da Usiminas se recusa a pagar o que deve aos trabalhadores, o que quer é manter o calote e seguir ampliando seus lucros às custas do trabalho dos metalúrgicos.


A Usiminas vai desembolsar mais de R$ 28 milhões para sua diretoria e para o Conselho de Administração, o que significa mais do que o dobro do que foi gasto no ano passado para remunerar esses parasitas. Mas, e para quem garante o lucro da empresa? Mais arrocho nos salários e desrespeito aos direitos.


Nessa semana, o presidente da empresa comemora o plano de reestruturação da empresa que significou milhares de demissões, arrocho salarial e a piora das condições de trabalho


Os dados divulgados pela própria Usiminas mostram o quanto ela tem lucrado aumentando a exploração contra os trabalhadores: retomaram a atividade no Alto Forno 1 em Ipatinga(MG), ampliaram as atividades no setor de Mineração, registram que suas ações na Bolsa de Valores estão entre as mais valorizadas durante 2017 e o EBTIDA foi de mais de R$ 2 bilhões, ou seja, os lucros não param de crescer. Tudo isso foi comemorado por Sergio leite numa palestra em Belo Horizonte no dia 09.


Para enfrentar o desrespeito dos patrões, vamos juntos e firmes manter e ampliar a nossa mobilização


Ao invés de pagar o que deve aos trabalhadores, a direção da Usiminas recorreu ao Judiciário para tentar impedir a mobilização na portaria. Conseguiu um interdito proibitório, que é um instrumento utilizado pelos patrões para tentar impedir a mobilização. O Judiciário impõe multas ao Sindicato, coloca a Polícia para reprimir, mas mesmo com tudo isso eles não podem proibir os trabalhadores de participar das assembleias e ações organizadas pelo Sindicato.


Tanto aqui, como em Ipatinga(MG), a mobilização se amplia e é por isso que a Usiminas e a Usimec entraram com os pedidos de interdito proibitório. Fazem isso para tentar impedir ampliação da nossa luta, mas não vão conseguir.


O interdito proibitório, não pode proibir a livre manifestação dos trabalhadores junto ao Sindicato, vamos seguir juntos e firmes, pois recuar é tudo que os patrões querem para continuar a demitir e arrochar ainda mais os salários. A Usiminas está demitindo trabalhadores efetivos na usina e também nas contratadas e isso só vai parar com a nossa mobilização.


Participe das ações chamadas pelo Sindicato na portaria, é seu direito se organizar e participar da luta por emprego, salários, pela manutenção e ampliação dos seus direitos.



Usiminas desrespeita as regras de segurança, amplia os riscos à saúde e vida dos trabalhadores, tudo para aumentar ainda mais a produção

É o que está acontecendo em várias áreas da usina. As chefias estão modificando as normas de segurança e acrescentando cada vez mais tarefas, ou seja, é um trabalhador tendo que executar mais de três tarefas, demitem e aumentam o trabalho para quem fica.


As chefias mudam as normas desrespeitando os procedimentos de segurança e obrigam os trabalhadores a assinar uma folha em branco, ou seja, estão colocando a saúde e a vida dos trabalhadores em risco para aumentar ainda mais os lucros da Usiminas.



Enquanto não paga o que deve aos trabalhadores, Usiminas torra dinheiro para colocar câmeras de vídeo e pressionar por mais produção

A Usiminas insiste no calote ao não pagar o devido reajuste salarial, ao mesmo tempo em que torra dinheiro na compra de câmeras de alta definição para aumentar a pressão contra os trabalhadores por mais produção. É isto está acontecendo em toda avenida principal do Porto, onde foram instaladas quase 10 câmeras para pressionar os trabalhadores que fazem a movimentação do coque para exportação pelo Porto.



Depois da pressão do Sindicato, Usiminas é obrigada a retirar material acumulado no pátio

Depois de várias cobranças do Sindicato, a Usiminas começou a retirar o material acumulado que vem das correias do porto para o pátio de minérios, um local que muitos trabalhadores têm que utilizar para se deslocarem de uma área para outra.



Plano de Saúde está causando dor de cabeça para os trabalhadores

A Fundação São Francisco Xavier (FSFX) e o seu Plano de Saúde da usina está acabando com a dignidade e a vida dos funcionários da ativa da Usiminas, pois agora eles estão deixando acumular por 3 meses as despesas com o plano de saúde e depois cobram de uma só vez.


Só que para o funcionário que já tem o seu salário arrochado e roubado pela Usiminas no final do mês que isto acontece, não tem quase nada para receber de salário e com isto não estão tendo condições de sustentar a sua família por causa desta situação que a empresa está fazendo.


E ainda tem chefia que ao ser cobrada por este crime feito pela Usimina, responde que o funcionário é que está gastando seu salário mais do que pode. E ainda mandam procurar a Assistente Social para não resolver nada.



Zé Protesto

“Zé, a situação das saídas de emergências no Prédio Administrativo continua do mesmo jeito o que pode provocar um grave acidente.”

- O Sindicato mais do que estar de olho, está denunciando essa grave situação que coloca os trabalhadores em risco.

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“Zé, no Porto tem um tal de “vaca louca” que está obrigando os trabalhadores a fazer dobra atrás de dobra e entrar antecipado.”

- Se toca chefete, a jornada já é alucinante e você para aparecer para a direção da usina quer sugar todo o tempo do trabalhador.

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“Zé, os trabalhadores na G4S estão correndo risco já na vinda pra usina e na ida pra casa. As vans estão com os pneus carecas, os cintos de segurança estão quebrados, a van mais parece uma carroça estragada.”

- A direção da usina e da G4S, mais do que saber dessa grave situação, não faz nada, porque não está nem aí com a segurança dos trabalhadores.

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“Zé, a empresa Stefanini não está fornecendo os uniformes para os trabalhadores no setor de T.I.”

- Os representantes da empresa vêm com a desculpa esfarrapada que estão comprando os uniformes, mas até agora nada. A empresa só está preocupada com seus lucros, não está nem aí para as condições de trabalho dos trabalhadores.

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