O Metalúrgico #534



O caminho para enfrentar a enrolação da Usiminas é fortalecer a nossa mobilização

15h 15h
7h 7h
Zero hora Zero hora

Produção, lucros e vendas não param de subir, só o que não sobe são os salários e contra isso é preciso lutar.


A direção da Usiminas, inconformada de não ter conseguido enfiar goela abaixo sua proposta rebaixada de reajuste salarial, segue enrolando para pagar o que deve aos trabalhadores.


Depois de muitos dias de enrolação, os representantes da Usiminas marcaram reunião para essa quinta-feira (20/09), para novamente discutir nossa pauta de reivindicação, mas só esperar pela reunião não adianta, o que precisamos é avançar em nossa mobilização.


E isso se faz com a participação do conjunto dos trabalhadores ampliando as manifestações na portaria. É hora de mostrar para a Usiminas que não adianta seus interditos proibitórios em que impuseram multas diárias de R$ 50 mil contra o Sindicato. O interdito proibitório não pode proibir a livre manifestação dos trabalhadores junto ao Sindicato, vamos seguir juntos e firmes, pois recuar é tudo que os patrões querem para demitir e arrochar ainda mais os salários.


Participar das assembleias e mobilizações organizadas pelo Sindicato é um direito dos trabalhadores e é dessa forma que vamos garantir as nossas reivindicações.


Os trabalhadores sabem que as coisas vão muito bem para a Usiminas


A produção em Cubatão segue em alta. Um navio com 35 mil toneladas em placas de aço está sendo descarregado desde 15 de setembro. O programa de produção do LTQ 2 segue à todo vapor e em alguns setores do LTF também. As locomotivas não param de chegar trazendo placas de aço da CSA, que atualmente é Ternium Brasil.


Enquanto os acionistas comemoram os lucros, para os trabalhadores as contas vão se acumulando, o desespero cresce, a cobrança nas áreas por mais produção continua e a revolta só aumenta.


A melhor forma para enfrentar a pressão das chefias que seguem tentando impor o medo contra os trabalhadores, é estar junto na luta com o Sindicato, pois os empregos, o aumento salarial e o respeito aos direitos só serão garantidos através da luta.


Vamos todos juntos fortalecer a mobilização, descendo do ônibus e participando das ações chamadas pelo Sindicato na portaria.



Não paga o que deve aos salários e piora as condições de trabalho: isso é a Usiminas

O desrespeito e as péssimas condições de trabalho só aumentam nas áreas da Usiminas. Um exemplo disso é o que continua acontecendo no recebimento de placas que chegam na usina através das plataformas que são transportadas pelo setor ferroviário para os pátios de placas.


Há quase dois anos o problema persiste. As placas chegam e são separadas nas plataformas por enormes toras de madeiras que são retiradas manualmente uma a uma pelos operadores (controladores, inspetores e as vezes até supervisores), nos pátios, a consequência disso é problema na coluna para todos os trabalhadores que executam essa tarefa.


Ao invés de resolver o problema, a direção da usina, comprou um novo lote de placas com toras novas e que pesam muito mais do que as velhas que foram empilhadas na área. Ou seja, o que era ruim, piorou, ao invés de diminuir as medidas das toras, aumentaram o peso das mesmas o que aumentou ainda mais o cansaço e as lesões.


E ainda tem chefia que fala para os trabalhadores que “é melhor aceitar a situação do jeito que está do que ser demitido”. Essa situação só vai mudar com o avanço da nossa mobilização dentro da área.



A Usiminas não garante condições seguras de trabalho e ainda se recusa a fornecer os devidos EPI’s

Em todas as áreas a prioridade da Usiminas é a redução de custo e não a segurança dos trabalhadores, nem o EPI está sendo fornecido como devia. Exemplo disso é a demora para substituir os equipamentos que estão em péssimas condições de uso. Os trabalhadores solicitam o novo EPI, mas na maioria das vezes só conseguem ser atendidos após mais de dois meses de espera.


E ainda tem chefia que após os trabalhadores receberem os EPI’s novos, tem a cara de pau de assediar, dizendo que o novo equipamento que é obrigação da empresa fornecer, vai onerar ainda mais os cofres da usina. Chegam a mostrar no computador a valor que a empresa paga de cada EPI. E agora quem não assinar a guia que recebeu o EPI, em alguns casos terá o crachá bloqueado e não poderá trabalhar até que seja regularizada a situação.


A Usiminas tenta passar por cima da legislação (CLT), que diz que as empresas têm a obrigação de garantir EPI’s novos, veja:


“Artigo 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamentos de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de uso”.



Poça de água se acumula no recozimento da laminação à frio

Essa denúncia foi feita há vários dias exigindo a solução do problema, mas até agora a direção da usina não fez nada. O vazamento de água que está na entrada da área do Recozimento da laminação à frio só aumenta, provocando uma poça de água no mesmo local que dá acesso a caldeira, ou seja, mais riscos para os trabalhadores.



Zé Protesto

“Zé, tem gente na CMI, contratada da Usiminas, que está obrigando os trabalhadores a consertar e lavar carros da empresa e também a fazer consertos nas bicicletas para não substituir por novas e ainda fica ameaçando os trabalhadores.”

-Vejam que o desrespeito da empresa só aumenta. A direção quer que os trabalhadores se arrebentem de tanto produzir e ainda que façam manutenção dos veículos da empresa e milagre, pois está tudo sucateado. E tem mais: agora nem holerite estão fornecendo, dizendo para os trabalhadores se virarem em buscar isso na internet. Isso só vai mudar, quando a indignação se transformar em mobilização.

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“Zé, os banheiros químicos da portaria 4 estão todos entupidos, a maior sujeira, sem a menor condição de uso.”

-São esses os banheiros que a Usiminas obriga os caminhoneiros a usar, ou seja, em qualquer área é desrespeito da direção da usina por todos os lados.

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“Zé, os trabalhadores da AMOI estão se sentindo constrangidos com a situação dos uniformes. Além de não poderem trocar, eles são obrigados a trabalhar com uniformes sujos e até rasgados.”

- A Amoi continua seguindo a cartilha da Usiminas, ou seja, “os trabalhadores que se danem, eu quero é lucrar”.

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