O Metalúrgico #536



Usiminas tenta inventar outra matemática para dar calote nos salários

Na reunião que aconteceu no último dia 20/09, para discutir a pauta da Campanha Salarial, novamente os representantes da Usiminas vieram com mais desrespeito.


Tiveram a cara de pau de propor engolir parte do pagamento do retroativo da data-base e chegaram ao absurdo de dizer que o abono de R$1.650,00 significaria um aumento de 4% ao mês nos salários. Isso é desrespeito contra os trabalhadores, eles acham o que? Que os trabalhadores não sabem fazer conta ou que não sabem que abono não é salário?


A proposta da Usiminas é pagar apenas 1,69% de reajuste salarial, ou seja, apenas as perdas medidas pelo INPC o que está muito longe das perdas acumuladas durante anos e o abono não significa nenhum centavo de reajuste nos salários.


O abono assim que entra na sua conta, o imposto de renda já vai abocanhar uma parte e o mais grave ele não é incorporado aos seus salários, às horas extras, ao seu 13º, a suas férias, FGTS, cálculo para aposentadoria, ele não é incorporado a nada.


O informativo da usina depois da reunião é mais uma provocação contra os trabalhadores, que estão cansados de saber que não é o abono que vai resolver as contas acumuladas. O que trabalhadores precisam é de aumento salarial pra valer.



A Usiminas enfia a faca no Plano de Saúde e não quer pagar o que deve

- O plano de saúde subiu 10.75%, ou seja, é quase 07 vezes mais o que a Usiminas tem a cara de pau de propor de reajuste salarial.


- A proposta da Usiminas de abocanhar o pagamento do retroativo e aumentar uma merreca no abono é mais uma maracutaia, pois o que eles deixariam de pagar de retroativo é praticamente o que gastariam para pagar uma merreca a mais no abono que como todos sabem não é incorporado ao salário.



Na luta garantimos aumento salarial e o respeito aos direitos

Paralisação dos trabalhadores da Bodemeier, na Alemoa Paralisação dos trabalhadores da Bodemeier, na Alemoa

Greves e paralisações nas empresas metalúrgicas têm garantindo a manutenção dos direitos e reajustes salariais acima da inflação


Setembro é mês de data-base em várias empresas metalúrgicas e fruto da mobilização dos trabalhadores junto com o Sindicato garantimos aumento salarial acima da inflação.


Na Manserv, que fica no terminal da Petrobrás em São Sebastião, os trabalhadores firmes com o Sindicato foram para greve e foi isso que fez a empresa, que queria pagar apenas 2,5% de reajuste, recuar. A direção da empresa recorreu ao Judiciário, através do dissídio, mas não conseguiu acabar com a greve que durou 12 dias.


Na semana passada os trabalhadores aprovaram em assembleia, a proposta do Judiciário de reajuste salarial de 12% para os salários de até R$ 2.200,00, 5% para salários de até R$ 3mil e acima disso, 3,65% de reajuste. Também conseguiram um vale alimentação de R$ 700,00 e uma cesta natalina no valor de R$ 350,00.


Na Bodemeier, empresa que faz manutenção e pintura das tubulações que abastecem os navios do Porto, a mobilização dos trabalhadores juntos com o Sindicato também fez a empresa recuar. Logo depois que os trabalhadores votaram o estado de greve, a direção da empresa, que queria pagar apenas as perdas medidas pelo INPC, vai ter que pagar 10% de reajuste salarial. Os trabalhadores também conseguiram reajustar o vale alimentação para R$ 576,00 e o pagamento de R$ 1.000,00 referente a PLR.


Esses são exemplos que mostram que quando a revolta se transforma em movimento garantimos nossas reivindicações. E aqui na Usiminas, não é diferente, para enfrentar a enrolação e as maracutaias da direção da usina que foge de pagar o que nos deve, nossa resposta tem que ser o avanço da mobilização.



Mais arrocho salarial, mais pressão por produção: Isso é a Usiminas

A ordem da direção da empresa para as chefias é manter e aumentar a produção pressionando cada vez mais os trabalhadores. Os exemplos disso se espalham por todos os lados. Dessa vez, na gerência do transporte ferroviário onde também aconteceram muitas demissões e quem ficou tem que se virar para trabalhar por mais de três.


Agora as chefias estão obrigando os trabalhadores a trabalhar no seu turno e depois em outro, dessa forma a Usiminas não paga hora extra e sobrecarrega ainda mais os trabalhadores. Tem companheiro que está trabalhando 4 dias no turno das 7:00 às 15:00 horas e dois dias no turno das 15:00 às 23:00 horas.


E tem mais: muitos maquinistas e programadores estão exercendo a função, mas até agora não receberam a classificação.



Calor, pressão e constrangimento: essa é a situação dos operadores de ponte

Já fazem mais de dois anos que cobramos da direção da empresa a instalação de um ar-condicionado na PR 365 e até hoje nada foi resolvido.


Os operadores de Ponte são obrigados a executar as tarefas presos na cabine que mais parece um forno, além de ser um equipamento que não atende em nada as regras de segurança. Pra piorar, eles não estão tendo tempo nem pra ir ao banheiro.


É um desrespeito atrás do outro.



Gambiarras por todos os lados e nada de segurança

Mais um exemplo disso é o que está acontecendo na inspeção mecânica das pontes, parece até bruxaria. As chefias autorizam a liberação de equipamentos que estão irregulares e sucateados. É só olhar para os trilhos da ponte-rolante do pátio de placas, que estão se desfazendo pois, além da exigência pesada por mais produção, há tempos não há condições para a devida manutenção dos equipamentos. A mando da direção da usina, tem gente que só quer saber de fazer gambiarras nos equipamentos e não garantir a devida manutenção.


O resultado disso é a exposição dos trabalhadores à mais riscos. Há menos de três meses, uma bucha da articulação da tenaz de uma das pontes caiu e só não aconteceu um acidente grave porque no momento da queda ninguém estava passando por perto.



Zé Protesto

“Zé, até água tá difícil de beber dentro da usina. No terminal de ônibus são 25 baias, mas só tem 3 bebedouros que não funcionam. A água é tão quente que parece que saiu de uma caldeira.”

- Isso é porque a direção da usina não tem que usar ônibus e nem beber água de bebedouro.Estão bebendo do bom e do melhor, as custas do trabalho de quem está na produção. Pra garantir água suficiente e refrigerada, tá na hora de esquentar a chapa da mobilização.

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“Zé, a Usiminas fez a maior propaganda dos ônibus, dizendo que são novos, com ar-condicionado e tudo mais. Mas a realidade é que têm muitos ônibus com problemas nas poltronas e no estofamento e não tem nenhuma revisão.”

- O que adiantou tanta festa para entregar esses ônibus, se no dia a dia, os trabalhadores depois de saírem de uma jornada estafante, ainda sofrem com mais incomodo até na hora de ir para casa?

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“Zé, a Vix está na maior pressão por mais produção, exigindo que os trabalhadores carreguem e descarreguem o mais rápido possível os navios. A direção da empresa já montou uma tabela com dobras e antecipações, obrigando a maior parte dos trabalhadores a trabalhar 12 horas todos os dias.”

- A exploração é tanta, que os trabalhadores são proibidos de parar até na troca de turno da operação e nem pensar em parar para tomar um café durante o DDS. Além da empresa engolir parte da hora extra que deveria pagar, está obrigando os trabalhadores a uma jornada irregular e contra isso, além das denúncias aos órgãos de fiscalização, é preciso se mobilizar.”



Dia da Crianças: Peter Pan

Direção: Patricia Maria


Espetáculo Musical Infantil Inspirado na obra de J.M. Barrie


Ingresso: 01(um) litro de leite UHT Integral ou em pó.


Dia: 11/10/2018 (quinta-feira)

Horário: 18h (sessão extra para sócios e convidados)

Sind. dos Metalúrgicos da Baixada Santista (Av. Ana Costa, 55 - V.Mathias -Santos)

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