O Metalúrgico #538



A Campanha Salarial desse ano terminou, mas a luta em defesa dos direitos continua

Na semana passada, foi aprovada em assembleia pela maioria dos trabalhadores a proposta da Usiminas de pagar apenas 1,69% de reajuste salarial e um abono de R$ 1700,00, (abono que não significa nada de reajuste porque não é incorporado aos salários). Sabemos que a aprovação da proposta não significa que os trabalhadores estão satisfeitos com o reajuste, ao contrário, a revolta contra o achatamento salarial só aumenta dentro da área.


Para enfrentar esse ataque da direção da Usiminas que a cada ano impõe mais arrocho salarial pagando apenas as perdas medidas pelo INPC, é necessário fortalecermos a nossa luta, pois é assim que vamos garantir aumento salarial pra valer.


O salário de quem produz arrochado, mas para os acionistas, os lucros não param de crescer


Entre julho de 2017 e julho de 2018, a produção de aço aumentou em mais de 6% e as vendas aumentaram em mais de 9 %. A própria Usiminas em seus balanços financeiros não conseguiu esconder que o lucro bruto aumentou em mais de 60% entre setembro de 2017 e junho de 2018.


O lucro aumenta exigindo mais de cada trabalhador, fazendo que se trabalhe por mais de três, num ritmo alucinado. Dessa forma, os patrões aumentam ainda mais produtividade e assim seus lucros.



É preciso fortalecer a luta em defesa dos direitos

Os patrões com sua reforma trabalhista querem acabar com direitos que lutamos muito para garantir nas Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho.


A reforma trabalhista que foi aprovada pelo governo Temer e pela maioria dos senadores e deputados, incluindo Jair Bolsonaro que é o candidato a presidente preferido dos patrões, tem por objetivo manter as demissões, diminuir salários e acabar com direitos.


Para barrar esses ataques, o caminho é fortalecer a luta, pois só na luta é que temos condições de defender os empregos, salários e direitos.


Então só reclamar e não se colocar em movimento não adianta, é preciso ir à luta, junto com os companheiros que sofrem com os mesmos problemas.


Vamos juntos fortalecer a necessária luta por melhores condições de trabalho, por salário e direitos.



Mais um atentado contra a vida provocada pelas condições de trabalho impostas pela Usiminas

No dia 09 de outubro, mais um grave acidente provocado pelas condições de trabalho impostas pela Usiminas, vitimaram três trabalhadores que trabalham na Convaço, em Ipatinga(MG).


Os trabalhadores estavam trabalhando na Aciaria, fazendo a manutenção do Dumper (do forno convertedor 4) e foram atingidos pelo vapor de jato d’água dessa operação o que provocou graves queimaduras.


Um trabalhador continua internado na UTI com queimaduras que chegaram a atingir o pulmão e outros dois também foram hospitalizados.


Há menos de dois meses, dos graves acidentes que aconteceram na usina em Ipatinga, em que houve morte, amputamento e intoxicação, a Usiminas segue colocando a saúde e vida dos trabalhadores em risco.


O SINDIPA está cobrando mais do que informações sobre o acidente, está exigindo a discussão de fato sobre as condições de trabalho e juntos com a Intersindical seguimos na luta exigindo melhores condições de trabalho, em defesa da saúde e da vida dos trabalhadores.



Péssimas condições de trabalho, perseguição e desrespeito aos trabalhadores e seus direitos: é isso que faz a USIMINAS e suas empreiteiras

Mais riscos de acidentes no Pátio de Placas


No Pátio de Placas existem três acessos para as pontes-rolantes, mas apenas um está liberado para os operadores chegarem até as pontes. E para piorar, esse único acesso está se desfazendo em ferrugem e com isso os trabalhadores correm sérios riscos de acidente, seja os operadores das pontes, como os trabalhadores da manutenção que são obrigados a passar por esse local. Tanto a superintendência e gerência do pátio de placas, como a gerência de manutenção da Usiminas sabem dessa situação grave mas até agora não fizeram nada.


No porto, pressão, desvio de função e mais arrocho salarial


A movimentação de cargas chegou a 172 mil toneladas, enquanto a direção da usina comemora, os trabalhadores são obrigados a trabalhar por três, a dobrar a jornada e em condições ainda piores de trabalho.


Junto a isso, mais desrespeito em relação aos salários


Tem operador fazendo a função de conferente, conferente fazendo a função de operador, o desvio de função já existe há tempo, não há equiparação salarial e a direção da usina não faz nada.


O salário que a Usiminas paga é tão baixo, que basta comparar com os salários dos trabalhadores nas contratadas que estão no Porto, em que o salário também é ruim, mas consegue ser maior do que é pago pela Usiminas.


Mais desrespeito contra os trabalhadores


Não é primeira denúncia sobre a situação dos banheiros nas áreas de produção. Enquanto a limpeza está garantida nas áreas administrativas, na área de produção, depois das demissões em massa dos trabalhadores no setor da limpeza, a sujeira se espalha.


Na Laminação à frio local 06, por exemplo, os banheiros estão imundos e vários vasos sanitários entupidos e nos finais de semana não tem limpeza nenhuma nesse banheiro que é único disponível para todos que trabalham na área.



Zé Protesto

“Zé, no LTQ, a superintendência e gerência estão pressionando cada vez mais por produção e tem a cara de pau de dizer que dessa forma a PLR vai ser maior.”

- O que a Usiminas quer é sugar cada vez mais de cada um, expondo os trabalhadores à mais riscos de acidentes e continuar a dar calote na PLR. Ao invés de garantir aumento salarial pra valer, a Usiminas só quer saber de aumentar a exploração contra os trabalhadores.

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“Zé, tem outra: a diretoria industrial da Usiminas, além de pressionar por mais produção, tenta colocar um trabalhador em disputa com outro, as chefias pressionam tanto, que a agressão é também psicológica.”

- Contra a discórdia que a Usiminas tenta criar entre os trabalhadores, a nossa melhor e mais forte resposta é a união de todos os trabalhadores para lutar contra a pressão das chefias e em defesa dos direitos e por melhores condições de trabalho.

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“Zé, quem trabalha na Ormec na laminação, está passando o maior sufoco no final da jornada, o tempo é curto para tomar banho e isso quando tem chuveiro funcionando.”

- Depois de uma jornada massacrante, quando você entra no vestiário, dos 10 chuveiros, só 3 funcionam. Está mais do que na hora de ir pra cima contra tanto desrespeito.

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