O Metalúrgico #542



Usiminas tenta a todo custo retirar direitos dos trabalhadores

Em Ipatinga (MG), nas primeiras reuniões para discutir a pauta de reivindicação, a direção da empresa propôs retirar direitos do Acordo Coletivo de Trabalho.


Mas tanto lá como aqui, os sindicatos já disseram NÃO para a retirada de direito


Nas primeiras reuniões para discutir a pauta de reivindicação da Campanha Salarial em Ipatinga, os representantes da Usiminas já mostraram que a intenção da direção da usina, além de não pagar o que deve aos trabalhadores, é retirar direitos dos trabalhadores.


Veja o que de fato quer a Usiminas em cada um dos pontos que apresentou


- Aumentar o banco de horas: querem aumentar o banco de horas de 10 para 12 meses, o que significa piorar ainda mais a jornada de trabalho e não pagar as horas extras. As folgas não são decididas pelos trabalhadores, a jornada seria ainda mais pesada, ou seja, é trabalhar mais e receber menos.


- Quitação anual significa calote nos direitos trabalhistas: A quitação anual tem por objetivo proteger as empresas de processos trabalhistas exigindo direitos que foram desrespeitados pelos patrões. Nessa proposta de quitação anual, a empresa apresentaria um documento em que diz que todas as obrigações trabalhistas foram cumpridas durante o ano, o trabalhador seria pressionado a assinar e se o Sindicato também assinar, depois não adiantaria entrar com processo para exigir por exemplo a falta de depósito do FGTS, dias trabalhados não pagos, férias não pagas, horas extras não pagas e por aí vai.


- Retorno de férias: o objetivo da direção da empresa é diminuir o retorno de férias de 20 para 10 dias, sendo que o que mais quer é acabar de vez com esse direito.


- Parcelamento de férias: outra coisa que está na reforma trabalhista e que a Usiminas não pode fazer porque o Acordo Coletivo impede é o parcelamento de férias em três períodos. E se engana quem pensa que a escolha do período das férias seria uma escolha do trabalhador, o período de férias seria definido pela empresa de acordo com seus interesses de produção.



Juntos e na luta é que vamos garantir nossos direitos

Com a reforma dos patrões, acaba o que se chama ultratividade, que era a garantia que mesmo sem o encerramento da Campanha Salarial, os direitos contidos nos Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho continuavam valendo. É por isso que a Usiminas tenta novamente retirar os direitos que estão no Acordo Coletivo de Trabalho.


O que está tentando fazer em Ipatinga, vai tentar também aqui em Cubatão na próxima Campanha Salarial e contra isso não tem outro caminho que não seja a nossa luta.


Tanto o Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga, como o Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista e região estão firmes na defesa dos direitos. Juntos com os trabalhadores vamos fortalecer a nossa luta contra os ataques dos patrões e seus governos que querem acabar com direitos, reduzir salários e manter as demissões.


É lutando que garantimos direitos, é lutando que vamos garantir que eles não acabem.



Condições de trabalho cada vez piores colocando a saúde e a vida dos trabalhadores em risco



O desvio L-03 que corta o acesso para o restaurante do LTQ 2 está repleto de mato, dificultando a visibilidade dos operadores do ferroviário, esse mato esparramado pode provocar um acidente grave, pois o acesso fica numa curva.



Mais perigo nos desvios do ferroviário


Os desvios P- 61, 62, 69, 73, 75 e 77 estão abandonados pela gerência de transportes, dormentes podres, parafusos de fixação dos trilhos, sensores de acionamento sinal sonoro soltos, são riscos espalhados pela área . Esse ano já ocorreu descarrilamento de vagões.



Vazamentos e riscos de curto-circuito

Dois vazamentos grandes de água estão caindo em cima da rede elétrica no pátio de minério, na pistas B e pátio C. As chefias sabem disso, passam na frente dessa situação todos os dias e não fazem nada. O problema já acontece há mais de dois meses e até agora nada de resolver.



Mais problemas no Pátio de Minérios


Na área do Pátio de minérios, na avenida da Coqueria que fica perto do Porto, depois da denúncia feita pelo Sindicato, a direção da usina mandou cortar as plataformas que estavam caindo.


Mas, os cabos elétricos ficaram mau isolados e quando chove é um pipoco danado por causa do curto circuito, gerando risco até de incêndio, pois tem correias transportadoras por perto.


E para variar, a chefia sabe do problema e até agora nada de resolver.




Prezado Sócio(a)

Solicitamos seu contato em caráter de urgência para atualização cadastral que pode ser feito presencialmente na Av. Ana Costa, 55, em Santos, pelo e-mail (secretaria@metalurgicosbs.org.br) ou pelo telefone 3226-3574. Esta ação evitará problemas no pagamento do carnê em virtude da nova plataforma bancária.



Zé Protesto

“Zé, aqui na oficina de locomotiva do ferroviário não estão fornecendo macacão higienizado. Os trabalhadores estão sendo obrigados a lavar o macacão no local que é lavada a locomotiva.”

-É obrigação da empresa fazer a higienização desses uniformes. Até nisso a Usiminas desrespeita o direito e a saúde dos trabalhadores. É preciso ir pra cima, se a situação continuar assim o jeito é levar os macacões para frente do escritório central.

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“Zé, aqui na Enesa está faltando uniforme, a direção da empresa obriga os trabalhadores a usar uniformes rasgados e sujos. Só tem troca uma vez por semana.”

- É um desrespeito atrás do outro e contra isso, não tem outro caminho que não seja a luta de todos os trabalhadores que estão nas áreas.

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“Zé, a empresa Grupo TM está colocando a vida dos trabalhadores em risco na limpeza do reservatório de lama na gerencia GEU.”

- Veja o absurdo estão fazendo: ligação direta na tomada 440 que está sem interruptor.


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