O Metalúrgico #569

02 de 08 de 2019

Índice:

-Lucros subindo, preço do aço subindo... e os salários dos trabalhadores cada vez mais arrochados: essa é a Usiminas;
-Calote, pressão e risco de acidente: esta é a Usiminas;
-Terceirização e péssimas condições de trabalho e atendimento;
-Cartas do Zé Protesto;



Lucros subindo, preço do aço subindo... e os salários dos trabalhadores cada vez mais arrochados: essa é a Usiminas

A Usiminas divulgou na semana passada seu balanço financeiro e, novamente, se vê que os lucros não param de crescer:


- O lucro líquido do segundo trimestre foi de R$ 171 milhões.


- O lucro bruto teve um aumento de 11% somando R$ 576 milhões.


- Também anunciaram que vão aumentar o preço do aço.


Ou seja, os acionistas seguem comemorando enquanto os trabalhadores estão com salários arrochados e trabalhando em condições cada vez mais precárias.


Na reunião dessa semana para discutir a pauta de reivindicação, novamente a direção da usina insiste em não pagar, além de querer ampliar o banco de horas. O Sindicato já disse NÃO para mais esse ataque da Usiminas.


A proposta da Usiminas apresentada essa semana é a repetição do desrespeito contra os trabalhadores: a direção da usina quer aumentar o arrocho salarial com proposta de pagar apenas 5,07% de reajuste, ou seja, novamente só as perdas medidas pelo INPC e quer ampliar o banco de horas, o que significa mais tempo dentro da usina, menos folgas e o calote no devido pagamento das horas extras.


O Sindicato já disse NÃO para mais essa proposta indecente da Usiminas, da mesma forma que não aceitamos nenhuma retirada de direitos do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), não vamos aceitar a proposta de banco de horas que a direção da usina tenta impor, pois a ampliação do banco de horas significa piorar ainda mais a dura jornada de trabalho dos trabalhadores.


É hora de avançar na mobilização para garantir o devido aumento salarial e os direitos


Só esperar pela próxima reunião que vai discutir nossa pauta de reivindicação não basta. É preciso desde já fortalecermos a nossa luta participando das manifestações organizadas pelo Sindicato. Então fique atento e participe da mobilização, pois é lutando que vamos garantir a manutenção e ampliação dos direitos, a reposição das perdas e devido aumento salarial.



Calote, pressão e risco de acidente: esta é a Usiminas

No recozimento, pressão e desrespeito à função


No recozimento é um desvio de função atrás do outro. Tem operador fazendo também a função de assistente por falta de pessoal e tem trabalhadores fazendo a função de supervisor, mas nada de mudar a função na carteira. Ao invés de pagar o que deve aos trabalhadores, a direção da usina se utiliza das senhas de supervisores de outras áreas para tentar esconder as funções que está obrigando os trabalhadores a fazer. Dessa forma, não paga o que deve e tenta fugir de sua responsabilidade.


E ainda na área do Recozimento


Numa das reuniões sobre segurança no turno A Recozimento/LTF, o gerente teve a cara de pau de atrasar a reunião em mais de meia hora porque queria que um dos diretores do Sindicato não participasse. O gerente se recusava a entrar se o diretor não saísse da sala. Mas não conseguiu. Não abrimos mão de estar lá e, mais do que isso, de denunciar os problemas de segurança que provocam os acidentes e doenças, problemas esses que o gerente sabe e não faz nada.


Lama para todos os lados


O tanque da ETB está transbordando há dias espalhando lama contaminada que vai para as ruas e depois para as galerias de água fluvial. Toda chefia está sabendo disso, mas até agora não fizeram nada.


O descaso da Usiminas com a saúde dos trabalhadores e com o meio-ambiente é tanto que se pode ver isso também nas galerias e canais próximos ao LTQ2 e Escarfagem. Onde deveria ter somente água fluvial, tem bastante poluição gerada durante os processos realizados dentro da usina.


Na Amoi, desrespeito à saúde e aos direitos dos trabalhadores


A direção da empresa continua desrespeitando direitos dos trabalhadores. A chefia pega os atestados médicos enfia na gaveta e desconta o dia do trabalhador que deveria ser abonado. O desrespeito é tanto que, ao invés de garantir o pagamento do dia de afastamento, esse chefete da Amoi quer bancar o médico e fica questionando se de fato o trabalhador está doente. Já denunciamos mais esse ataque da empresa contra esse direito básico dos trabalhadores e até agora a direção da empresa não se mexeu para resolver. Contra o calote nos atestados e o assédio moral, o caminho é fortalecer a nossa mobilização.


Na Enesa mais desrespeito aos direitos


A empresa não está pagando corretamente os salários dos soldadores. Exemplo disso é que na planilha da empresa a função do trabalhador consta como soldador 2, mas ele recebe como soldador 1, ou seja, recebe menos do que deveria.



Terceirização e péssimas condições de trabalho e atendimento

Essa é a situação do Hospital de Cubatão que está sendo administrado pela F.S.F.X.


Desde que a Fundação S. Francisco Xavier começou a administrar o Hospital de Cubatão a situação só piorou. Demissões e terceirização correndo soltos, os trabalhadores da fisioterapia foram todos demitidos e o setor será terceirizado, o que significa piora das condições de trabalho e der atendimento. Pacientes internados que precisam de exames como de ressonância magnética, ficam dias sem realizar o procedimento porque a direção do hospital enrola para levá-los até o local do exame. Até roupa de cama utilizada está sem condição de uso com lençóis imundos são utilizados na cama. A Fundação é comandada pela Usiminas que, da mesma forma que não está nem aí com as condições de trabalho dos trabalhadores está sucateando o hospital, tudo isso para garantir mada vez mais lucros.



Cartas do Zé Protesto

“Zé, a situação do transporte só piora. Tem ônibus que está levando cerca de 20 trabalhadores em pé. E na saída do ADM, os ônibus também lotam e aí os trabalhadores tem que esperar pelo ônibus reserva que faz um trajeto ainda maior dentro das cidades.”

- A direção da usina contratou mais trabalhadores e não ampliou o número de ônibus, dessa forma deixa os trabalhadores na rua esperando um tempão por ônibus reserva e amontoa os trabalhadores no trajeto de ida e volta. É muito desrespeito e contra isso o caminho é denunciar e se mobilizar.

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