O Metalúrgico #571

22 de 08 de 2019

Índice:

-Preste atenção: Usiminas quer achatar ainda mais os salários, retirar direitos, dar calote nas horas extras e piorar as folgas;
-É preciso lutar contra os ataques da Reforma Trabalhista dos patrões e do governo;



Preste atenção: Usiminas quer achatar ainda mais os salários, retirar direitos, dar calote nas horas extras e piorar as folgas

O Sindicato já disse NÃO para todas essas propostas e agora é hora de fortalecer a luta dentro da usina


É importante enxergar que todas as propostas apresentadas pela Usiminas e que já foram rejeitadas pelo Sindicato, tem o objetivo de retirar direitos e reduzir salários.


Nesse Jornal você verá que a intenção da Usiminas com essas propostas indecentes é retirar direitos e arrochar ainda mais os salários dos trabalhadores.


Calote nas horas extras e mais trabalho: é isso que a Usiminas quer com a ampliação do banco de horas


O banco de horas que está no Acordo Coletivo de Trabalho, foi aceito pelos pelegos quando estavam na direção do Sindicato, ele foi criado para os patrões piorarem a jornada de trabalho e dar calote nas horas extras.


E a proposta da Usiminas é piorar o que já é muito ruim, veja:


Como é hoje:


- Se você fizer 50 horas extras no mês, você receberá 25 horas com adicional de 50% e as outras 25 horas vão para o banco de horas com adicional de 50%, são 37,5 horas para serem compensadas em até 4 meses. Se as horas não forem compensadas nesse período, a Usiminas tem que pagar as horas extras.


O que quer a Usiminas:


- A proposta da Usiminas é pagar apenas 30% das horas extras, com adicional de 50%, ou seja, você só vai receber 15 horas das 50 horas extras. E as 35 horas que iriam para o banco não teriam mais adicional, seria 1h X 1h e o tempo para compensar aumenta para 10 meses.


Um trabalhador que recebe salário de aproximadamente R$ 2.000,00, perderia por mês mais de R$ 100,00 de horas extras. E não é você quem vai escolher os dias de folga que estão no banco de horas, quem vai definir é a chefia de acordo com os interesses da Usiminas.


Hoje, dificilmente alguém consegue receber o valor das horas extras que estão no banco, porque a chefia manda o trabalhador compensar quando está perto de vencer os quatro meses. A situação é tão absurda, que quando o trabalhador tem alguns minutos perto de vencer no banco de horas, a chefia manda ele entrar mais tarde ou sair mais cedo, só para não pagar as horas extras.


O tal Termo de Quitação Anual que está na Reforma Trabalhista significa dar calote nos direitos


Outra proposta indecente da Usiminas é incluir no Acordo Coletivo de Trabalho, o termo de quitação anual, que foi criado com o objetivo de ajudar os patrões a dar calote nos direitos dos trabalhadores. Veja para que serve:


- Se o Sindicato aceitasse o termo de quitação anual, ele estaria assinando embaixo de todas as irregularidades feitas pela Usiminas, como por exemplo, falta de pagamento de adicionais de insalubridade e periculosidade, preenchimento incorreto de PPP’S, irregularidades na jornada entre outros.


- O termo de quitação significa mais pressão contra o trabalhador para aceitar uma declaração da empresa afirmando não haver nenhuma irregularidade nas questões trabalhistas e se o Sindicato aceitar, o trabalhador não poderá depois entrar com nenhum processo judicial exigindo direitos desrespeitados.


Acabar com a homologação no Sindicato para pagar errado o acerto de contas


Hoje, a Usiminas é obrigada a fazer a homologação, ou seja, o acerto de contas do trabalhador que for demitido no Sindicato. Quem tem mais de um ano na empresa e for demitido, não faz o acerto na empresa, faz no Sindicato justamente para garantir que não tenha nenhum direito desrespeitado. A Usiminas quer acabar com essa cláusula do Acordo Coletivo para dar calote também na rescisão trabalhista


Parcelar as férias de acordo com os interesses da empresa


A Usiminas quer incluir no Acordo Coletivo o parcelamento das férias em três períodos, e se engana quem acha que a proposta é uma boa, pois não é o trabalhador quem vai decidir o período de férias, a escolha é da Usiminas de acordo com seus interesses de produção.


Vamos juntos fortalecer a luta em defesa dos direitos


Os exemplos acima, mostram alguns dos itens que tanto a Usiminas quer alterar no Acordo Coletivo de Trabalho para aumentar ainda mais seus lucros e piorar a situação dos trabalhadores que já é muito difícil.


E se engana quem pensa que aceitar esses ataques, garante os outros direitos como o retorno de férias, o adicional noturno de 50%, o que a Usiminas quer é abrir a porteira para acabar com todos os direitos.


Em Ipatinga, desde 2017, ano em que a reforma trabalhista foi imposta, a Usiminas também tentou acabar com vários direitos do Acordo Coletivo, mas não conseguiu, pois tanto lá, como aqui seguimos firmes dizendo NÃO para mais esse ataque da empresa.


Agora é hora de colocar nossa indignação contra as propostas da Usiminas em movimento. Não vamos abaixar a cabeça e deixar que a direção da empresa passe por cima dos direitos. Os empregos e os direitos só estarão garantidos na força da luta do conjunto dos trabalhadores.



É preciso lutar contra os ataques da Reforma Trabalhista dos patrões e do governo

A reforma trabalhista aprovada por Temer/MDB e pela maioria dos deputados e senadores realizada em 2017, foi feita para ajudar os patrões a atacar ainda mais os direitos dos trabalhadores, e o governo Bolsonaro/PSL quer aprofundar ainda mais esse ataque.


Desde que a reforma entrou em vigor, os patrões querem acabar com direitos que estão nas Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho e quando não conseguem isso, eles fogem de assinar os Acordos e Convenções mantendo os direitos atuais.


Nos lugares onde os Sindicatos ainda estão nas mãos dos pelegos, os patrões estão fazendo a festa, fazendo Acordos acabando com direitos dos trabalhadores. Acabam com os direitos, achatam os salários e continuam demitindo.


Mas aonde tem luta, garantimos nenhum direito a menos

  


Os metalúrgicos de Campinas, Limeira e região, junto com seus Sindicatos estão na luta em defesa dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho que os patrões tentam acabar. Desde 2017 estão sem Convenção Coletiva assinada em vários setores, como no setor de autopeças, isso porque os patrões querem retirar direitos, como a cláusula que garante para os trabalhadores adoecidos por causa das condições de trabalho, estabilidade até aposentadoria.


Em Blumenau/SC, os têxteis junto com o Sindicato também estão na luta para impedir o fim da cláusula que proíbe a terceirização da produção, mesmo sem Convenção assinada, lá também é a luta que tem impedido o fim dos direitos.


Aqui não vai ser diferente, é a força da nossa luta que vai impedir a retirada de direitos


A Usiminas quer a ampliação do banco de horas, o termo de quitação, o fim das homologações no Sindicato para abrir a porteira para acabar com todos os direitos do Acordo Coletivo, como o retorno de férias, a estabilidade pré-aposentadoria e tantos outros.


Por tudo isso o Sindicato já disse NÃO para todas as propostas indecentes e a hora agora é de fortalecermos a mobilização em cada área, ninguém pode deixar se enganar pela chantagem das chefias que estão a serviço da Usiminas.


A Usiminas quer acabar com os direitos, não pagar o que deve aos trabalhadores, dar calote nas horas extras e ao mesmo tempo quer aumentar o valor que os trabalhadores pagam na alimentação e no transporte e vai aumentar também o plano de saúde, o dos aposentados já teve aumento de mais de 10%.


Se liga, pois novamente a Usiminas vem com enganação do abono


Há tempos a Usiminas só paga as perdas acumuladas pelo INPC, ou seja, isso não é aumento de salário, isso é mais arrocho salarial, e a esmola do abono de todo ano não é salário, ele entra e já sai da sua conta, não é incorporado no salário, nas férias, no FGTS, em nada.


Abono não cobre o rombo nos salários, abono não cobre calote nas horas extras, abono não substituí direitos.


Então fique atento e participe da mobilização organizada pelo Sindicato. É lutando que garantimos direitos. É lutando que vamos impedir que eles acabem.

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