O Metalúrgico #646

03 de 09 de 2021

Índice:

-Enquanto os trabalhadores amargam arrocho salarial e carestia, Usiminas distribui R$ 1,2 bilhão em dividendos para os acionistas;
-Tudo sobe, menos os nossos salários;
-Contra a carestia e os ataques aos direitos é preciso lutar;
-Muito barulho e nenhuma proteção pra valer a audição dos trabalhadores;
-Piores condições de trabalho no porto;
-Usimec está dando calote nas horas extras e no adicional de insalubridade;
-Aviso importante sobre o acerto rescisório;
-Zé Protesto;



Enquanto os trabalhadores amargam arrocho salarial e carestia, Usiminas distribui R$ 1,2 bilhão em dividendos para os acionistas

Na semana passada, o Conselho de administração da Usiminas aprovou a distribuição de 1,211 bilhão em dividendos aos seus acionistas referentes ao resultado do primeiro semestre desse ano.


Lucros que são resultado do trabalho dos trabalhadores que amargam massacrantes jornadas, arrocho salarial e condições de trabalho que provocam acidentes e adoecimento.


Os patrões têm a cara de pau de dizer que o INPC, o índice que mede as perdas salarias está muito alto, mas a verdade é que tudo sobe muito mais que os nossos salários. Enquanto o INPC está em 10%, tudo que temos que pagar aumentou mais do que isso.



Tudo sobe, menos os nossos salários

- O GÁS ESTÁ CUSTANDO MAIS DE R$100,00


- O ARROZ E O FEIJÃO AUMENTARAM MAIS DE 60%


- A CARNE DE BOI SUBIU MAIS DE 17%, A CARNE DE PORCO MAIS DE 15% E O FRANGO MAIS DE 11%


- NEM O OVO SE LIVROU, TAMBÉM AUMENTOU


- E A CONTA DE LUZ? JÁ TEVE TRÊS AUMENTOS SÓ NESSE ANO.



Contra a carestia e os ataques aos direitos é preciso lutar

Dia 07 de setembro vamos às ruas exigir direitos, salários, empregos e o fim desse governo de morte


Para enfrentar tanta carestia e os ataques dos patrões e do governo genocida de Bolsonaro o caminho é fortalecer a nossa luta dentro da usina e nos unir cada vez mais à luta do conjunto da classe trabalhadora.


No próximo dia 7 de setembro nosso Sindicato junto com a Intersindical estará presente nas manifestações em defesa dos direitos, contra a carestia e pelo Fora Bolsonaro.


Juntos com a Intersindical também estamos construindo com mais organizações do movimento sindical um DIA NACIONAL DE LUTA nos locais de trabalho para avançar na luta contra os ataques patronais e do governo Bolsonaro.



Muito barulho e nenhuma proteção pra valer a audição dos trabalhadores

As péssimas condições de trabalho estão cada vez piores e em todas as áreas se espalham os problemas de barulho. Em todas as áreas o nível do ruído dos equipamentos é insuportável.


Pontes-rolantes com problemas de desalinhamento nas rodas gerando atritos e mais barulho, e no LTQ 2 que a direção da usina faz questão de se gabar dizendo que tem equipamento dos mais modernos, o local é um dos mais barulhentos.


As perícias contratadas pela Usiminas tentam esconder a realidade para que a usina continue a fugir de pagar o devido adicional de insalubridade. E o mais grave: não há nenhum investimento em proteção coletiva para diminuir o barulho e proteger a audição dos trabalhadores.



Piores condições de trabalho no porto

A situação dos trabalhadores nas empresas terceirizadas vai de mal a pior, e no 


Porto a contratada sob o comando da Usiminas tem arrochado ainda mais os salários e a falta de segurança só aumenta.


As chefias pressionam por mais e mais produção e a condições de trabalho só pioram, exemplo disso é na parte térrea como nos porões dos navios.


Além disso, nessas contratadas faltam os devidos Equipamentos de Proteção Individual e o fornecimento de uniformes e botas. É um desrespeito atrás do outro contra os trabalhadores.



Usimec está dando calote nas horas extras e no adicional de insalubridade

A direção da USIMEC continua a não pagar as horas extras e adicional de insalubridade devidos aos trabalhadores. Da mesma forma que foge da Convenção Coletiva de Trabalho dos Metalúrgicos, também não

fornece EPI’s, ou seja, as condições de trabalho são cada vez piores, nas áreas e muitos trabalhadores sequer têm óculos de segurança para trabalhar, como os soldadores, mecânicos entre outros.



Aviso importante sobre o acerto rescisório

A Cláusula 37ª (trigésima sétima) do Acordo Coletivo de Trabalho que trata do acerto rescisório estabelece que as rescisões contratuais serão realizadas na empresa e poderão ser acompanhadas pelo Sindicato desde que haja solicitação do empregado quando receber o aviso prévio.


O compromisso do Sindicato é defender os direitos dos trabalhadores desde sua admissão até o fim do contrato de trabalho.



Zé Protesto

“Zé, a empresa Brasiltec não fornece alimentação, transporte e não tem nem vestiário para os trabalhadores.”


- O Sindicato já denunciou essa grave situação e vamos seguir exigindo da Brasiltec e da Usiminas que garanta isso que é básico para o trabalho. Mas só esperar não adianta é preciso mobilização.


“Zé, a comida continua de mal a pior, sobremesa ruim, quando é fruta é sempre repetida e agora até inseto na comida tem.”


- É como eu já disse, isso só vai mudar na hora que a indignação se transformar em mobilização, ir pra cima para de exigir comida decente.


“Zé, no canteiro da Amoi só tem 4 banheiros para mais de 300 trabalhadores, olha o absurdo.”


- É um absurdo e um desrespeito a legislação que determina na NR 24 (Norma Regulamentadora) um banheiro para cada grupo de 20 trabalhadores. Vamos pra cima para garantir melhores condições de trabalho.


“Zé, na Vix os caminhões, empilhadeiras estão caindo aos pedaços e continuam sem ar-condicionado. Tem caminhão com buraco que chega a encher a cabine de lama e nos dias quentes de poeira. A empresa renovou contrato com a Usiminas, mas as condições de trabalho continuam as mesmas.”


- Tanto a Vix, como as demais contratadas e a Usiminas não estão nem aí em proteger a saúde e vida dos trabalhadores, só estão preocupadas com seus lucros. Melhores condições de trabalho, só virão com o fortalecimento da nossa luta.


“Zé, o prédio do RH está caindo aos pedaços e quem precisa ir até lá corre o risco de se acidentar.”


- Esse é só mais um exemplo do sucatão na planta da Usiminas em Cubatão e como eu já disse: para garantir melhores condições de trabalho, vamos ampliar a nossa mobilização.

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