Para não parar a produção, Usiminas coloca a vida dos trabalhadores em risco

22/06/18

Para não parar a produção, Usiminas coloca a vida dos trabalhadores em risco

A direção da usina tentou esconder o vazamento de amônia que aconteceu no mês de maio, na semana da paralisação dos caminhoneiros.


A direção da usina liberou uma operação que poderia provocar um grave acidente ao fazer a troca de nitrogênio por amônia na tubulação.


Na operação houve vazamento e a Usiminas sem avisar porque, alterou a entrada e a saída dos ônibus tanto dos turnos como do Administrativo. Mudaram a entrada e saída para a portaria externa, porque se houvesse necessidade de evacuação segundo a Usiminas, a saída seria mais rápida. Ou seja, eles esconderam o vazamento, fizeram a troca de nitrogênio por amônia e colocaram a vida dos trabalhadores em risco, tudo para não parar a produção.


O que aconteceu nos dias da saída por essa portaria foi uma aglomeração de ônibus, as saídas foram tumultuadas e o mais grave: houve vazamento de amônia e os representantes da usina tentaram esconder isso dos trabalhadores.


No desespero de não parar a produção, a direção da Usiminas impôs mais uma operação de risco ao colocar para funcionar a toque de caixa o craqueador que estava há mais de 5 anos parado. Agora que o fornecimento de nitrogênio está normal, estão fazendo de tudo para acabar com a amônia que ainda resta pela usina.


Nunca é demais lembrar que há alguns anos houve um vazamento na tubulação de um caminhão que transportava amônia na Rodovia Cônego Domênico Rangoni que parou a Baixada Santista e que teve vítimas fatais.


Numa emergência, nem há saída de emergência

Essa é a situação no prédio administrativo, as duas saídas de emergência não estão devidamente adaptadas para uma situação de evacuação rápida. Os setores de segurança do trabalho e o patrimonial sabem disso e nada fazem.


Produção a todo vapor e péssimas condições de trabalho

O embarque de coque no porto da usina está a todo vapor. Mas enquanto os acionistas da Usiminas se divertem com os lucros, as condições de trabalho para os trabalhadores são cada vez piores, que ficam expostos à nuvem de poeira na hora de carregar e descarregar o coque.


Além de não pagar o devido adicional de insalubridade para os trabalhadores na Usiminas, na Ormec e Vix, os patrões expõem os trabalhadores à graves problemas de saúde. E nesse mesmo lugar, os caminhoneiros que transportam o coque não têm direito nem a usar o banheiro na usina. É agressão e desrespeito um atrás do outro.


Riscos de acidentes para todos os lados

O acesso ao morro do Tapera onde ficam instaladas as torres de telefonia móvel é de risco tanto para os trabalhadores da manutenção na Usiminas, como para os trabalhadores nas operadoras de celulares. Essa é outra situação que os responsáveis pela segurança patrimonial, as chefias das equipes de manutenção, como o tal de Zeca Diabo sabem, mas não fazem nada.

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