INTERSINDICAL #

08 de março de 2023

Índice:

-8 de março - Dia Internacional de luta das mulheres trabalhadoras;
-Revogar a reforma trabalhista e da Previdência é também lutar em defesa dos direitos e a vida das trabalhadoras;
-Não se avança em liberdades democráticas sem direitos;
-A VIOLÊNCIA QUE ATACA OS DIREITOS E A VIDA;



8 de março - Dia Internacional de luta das mulheres trabalhadoras

Pelas as que vieram antes de nós, por nós e pelas futuras gerações a luta é do conjunto da classe trabalhadora


Nesse 8 de Março de 2023, ocuparemos as ruas no Brasil comemorando a luta que foi capaz de derrotar o governo machista, racista, homofóbico e genocida de Bolsonaro, mas há ainda muito que lutar por um mundo sem opressão e sem exploração.



Revogar a reforma trabalhista e da Previdência é também lutar em defesa dos direitos e a vida das trabalhadoras

A reforma trabalhista de 2017 imposta por Temer/PMDB e da Previdência de 2019 feita por Bolsonaro/PL aprovada pela maioria dos deputados e senadores, só trouxe mais desemprego, mais miséria e menos direitos para o conjunto da classe trabalhadora.


As maiores vítimas das reformas foram as mulheres trabalhadoras e entre elas as mais atingidas são negras:


- Com a reforma trabalhista as mulheres que já recebem menos que os homens tiveram os salários mais arrochados.


- A reforma permitiu aos patrões piorarem as condições de trabalho, inclusive expondo mulheres grávidas a mais risco.


- Na reforma da Previdência novamente fecharam os olhos para dupla jornada imposta às mulheres. O aumento da idade para aposentadoria significa mais ataque à vida das mulheres. 


“Reforma trabalhista completa 4 anos sem conseguir criar empregos.”/ Uol/ nov. 2017


“Reforma da Previdência de Bolsonaro prejudica mais as mulheres.”/ Uol /março de 2019



Não se avança em liberdades democráticas sem direitos

Infelizmente a maioria das centrais sindicais e diversos movimentos sociais se calaram sobre a importância de seguir exigindo os direitos que foram retirados nas reformas trabalhista e da Previdência.


Entre os que patrocinaram as ações golpistas logo após as eleições e em janeiro desse ano estão muitos empresários que se beneficiaram com a reforma trabalhista e não se conformam com o fim do governo que tanto atacou os direitos e a vida da classe trabalhadora.


Lula nas eleições fez críticas às reformas, mas bastou os patrões reclamarem para ele se calar, o que significa que é só no fortalecimento da luta de mulheres e homens trabalhadores que vamos garantir a devolução dos nossos direitos.


Nesse 8 de Março nos locais de trabalho e nas ruas, vamos à luta por:

- Nenhum direito a menos. Revogação das reformas trabalhista e da Previdência.

- Aumento salarial e igualdade salarial entre mulheres e homens.

- Fim da dupla jornada de trabalho.

- Fim da violência às mulheres e da impunidade aos que agridem e matam.

- Garantia de acesso à saúde integral das mulheres.

- Atendimento digno ao aborto legal e pela descriminalização e legalização do aborto.

- Sem anistia aos que praticaram e financiaram os atos golpistas: cadeia para Bolsonaro.



A VIOLÊNCIA QUE ATACA OS DIREITOS E A VIDA

França para com maior greve sindical em 12 anos contra a reforma da Previdência França para com maior greve sindical em 12 anos contra a reforma da Previdência

“Os estragos invisíveis da pandemia para as mães solo: No Brasil, quase 8,5 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho desde a irrupção da covid-19. Para quem cria seus filhos sozinha, os retrocessos foram ainda mais profundos.” /Jornal El País/ Março de 2021


“Governo Bolsonaro distorce dados sobre violência para defender acesso a armas.” Uol - outubro de 2021


“Marido é suspeito de matar professora em frente ao filho de 6 meses.”/ R7 novembro de 2022.


“Mulher assassinada com bebê em SC vivia relacionamento abusivo.”/ G1/ Julho de 2022


“Uma mulher morre a cada dois minutos durante a gravidez ou parto, alerta ONU.”/ Uol fev. 2023


“Mortes de gestantes crescem mais de 40% em 2021, apontam dados da Saúde.”/ CNN Brasil/ abril de 2022


Sem as mulheres a luta fica pela metade, sem a luta do conjunto da classe trabalhadora não avançamos em direitos


Não basta ser mulher, é preciso ser mulher pobre, trabalhadora para sentir na pele como o capitalismo e seus governos atacam nossos direitos e nossas vidas.


Os patrões se utilizam do machismo que ainda existe na sociedade para tentar nos dividir e esconder que lutar por igualdade salarial é uma luta para melhorar a vida do conjunto da classe trabalhadora.


Os patrões e os governos tentam esconder a importância do trabalho doméstico ainda imposto às mulheres, trabalho que não é remunerado, mas que garante que todos os dias os trabalhadores, trabalhadoras e seus filhos estejam prontos para mais uma dura jornada de trabalho.


Os hipócritas que estão no Congresso Nacional que se dizem defensores da vida e tentam acabar com a legislação que garante o direito a realização do aborto legal, são os mesmos que apoiam as medidas que provocam mais miséria, carestia e morte contra a classe trabalhadora e seus filhos.


Por tudo isso, lutar ombro a ombro junto as mulheres trabalhadoras é avançar na luta do conjunto da classe trabalhadora por uma sociedade sem exploração e sem opressão, uma sociedade onde ser diferente não signifique ser desigual, uma sociedade socialista.


NOVAMENTE NO BRASIL E PELO MUNDO AFORA ESTAMOS NAS RUAS NO 8 DE MARÇO EM LUTA PELOS DIREITOS, POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA E TRABALHO, PELAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS

+ boletins