O Metalúrgico #722

21 de julho de 2023

Índice:

-Os lucros da Usiminas seguem crescendo e nada de aumento salarial pra valer;
-CAMARADA BOLA PRESENTE AGORA E SEMPRE;
-Mais assédio e perseguição da Usiminas contra os trabalhadores na área do Porto;
-O acúmulo de função está geral dentro da usina;
-Ser sindicalizado é um direito de todo trabalhador;
-Zé Protesto;
-JULHO AMARELO;



Os lucros da Usiminas seguem crescendo e nada de aumento salarial pra valer

A Usiminas segue enrolando para fugir da pauta de reivindicações dos trabalhadores.


Enquanto a direção da empresa enrola para pagar o que deve, a produção segue a todo vapor nas áreas com a chegada de placas de aço via plataformas e navios.


Exemplo disso é que a programação da produção para este mês é de 120 mil toneladas no LTQ2 e 30 mil toneladas no LTF de material nobre.


Lembrando que ano passado a Usiminas teve lucro líquido de R$ 2,1 bilhões e só no primeiro trimestre desse ano já foram R$ 544 milhões de lucro líquido, sem contar os investimentos bilionários na planta da usina de Ipatinga(MG), isso mostra o quanto os grandes acionistas estão lucrando com o arrocho salarial imposto aos trabalhadores.


Hoje, 21, acontece mais uma reunião para discutir a nossa pauta de reivindicações. Mas só esperar por mais uma reunião não adianta, está mais do que na hora de fortalecermos a nossa mobilização dentro da área.


Na última reunião realizada no dia 7 de julho, os representantes da Usiminas tiveram a cara de pau de apresentar a seguinte proposta:


- Reposição somente da inflação 3, 83%;


- Aumento de apenas R$ 27,00 no Vale Alimentação indo para R$ 377,00;


- Manutenção das cláusulas sociais anteriores, com a volta do Banco de Horas para 4 meses.


Essa proposta ridícula e desrespeitosa já foi rejeitada pelo Sindicato na reunião.


Além de não pagar o que deve a Usiminas foge das seguintes reivindicações dos trabalhadores:


- Estabilidade até a aposentadoria aos trabalhadores vítimas de doenças e acidentes que tenham deixado sequela permanente.


- Fim do banco de horas.


- Reajuste das mensalidades do plano de saúde no percentual máximo do INPC (até a agora a FSFX não divulgou o índice que será aplicado sobre o plano). O Sindicato já enviou ofício cobrando transparência e divulgação sobre esse índice, mas até agora nada.


- Pagamento integral pelo plano das despesas médicas referentes ao tratamento para crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista ou então Ajuda de Custo em dinheiro para os trabalhadores pais/mães dessas crianças.


- Convênios com plataformas de bem-estar como a GYMPASS para os trabalhadores.


JÁ ESTÁ NA HORA DE AUMENTAR A PRESSÃO PARA PARAR COM A ENROLAÇÃO E EXIGIR DA USIMINAS:


- Aumento salarial pra valer.


- Aumento no Vale-Alimentação.


- Manutenção e ampliação dos direitos no Acordo Coletivo de Trabalho



CAMARADA BOLA PRESENTE AGORA E SEMPRE

Waldison Camilo Alves, mais conhecido como Bola, é parte fundamental da nossa luta para retomar o Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e região/SP para as mãos dos trabalhadores.


Trabalhador metalúrgico na Usiminas desde 1982 se aposentou na usina em 2012, mas de forma nenhuma da luta. Com coragem e determinação fez parte da Chapa da Intersindical que retomou o Sindicato para a luta da classe trabalhadora.


Em 2013 foi parte da Chapa da Intersindical que retomou o Sindicato para as mãos dos trabalhadores. Nosso querido Bola dedicou seu tempo integral depois da aposentadoria para contribuir na retomada da luta da categoria, seja na Usiminas, nas terceirizadas e nas demais empresas metalúrgicas.


Mesmo adoecido, vítima de um câncer severo, Bola não arredou da luta, se cuidava e cuidava dos trabalhadores. Enfrentou a doença com a mesma determinação e bravura que enfrentou os patrões.


No dia 15 de julho Bola faleceu no momento em que sua esposa estava sendo sepultada vítima das consequências de uma doença no pulmão.


Bola não se vai, sua persistência, seu compromisso são exemplos que seguirão em nós na luta do conjunto da classe trabalhadora contra os ataques do Capital.


Camarada Bola, presente hoje e sempre.



Mais assédio e perseguição da Usiminas contra os trabalhadores na área do Porto

A Usiminas mandou instalar câmeras por todos os lados com a desculpa esfarrapada de proteger o trabalhador. Mas na realidade usam para perseguir os trabalhadores, os chefetes lambe-botas da manutenção ficam olhando para as telas o dia inteiro.


Mais perseguição no Porto


A chefia fez uma manobra sorrateira para retirar da área uma trabalhadora que foi assediada. Essa é a tal política de inclusão da Usiminas para as mulheres: perseguição e desrespeito.


As condições de trabalho só pioram: também na área do Porto, só se pode sair do costado 15 minutos antes para fechar o ponto e quem está no porão também.


Os trabalhadores mais atingidos são os que estão nas terceirizadas VIX e ORMEC, se o trabalhador sair antes corre o risco de levar punição.


Mais problemas

Os trabalhadores que passam ou estão fixos na manutenção e trabalham na oficina do Porto estão sendo obrigados a conviver com uma fossa que vaza há meses. São expostos a dejetos, mau cheiro e risco de contaminação.


O Sindicato já encaminhou documento para a direção da Usiminas, mas até o momento nada foi feito.


Não fizeram nada porque não são os chefes, gerentes e a direção da empresa que tem que conviver com isso.



O acúmulo de função está geral dentro da usina

Trabalhar na usina de Cubatão é viver constantemente correndo risco de vida em todas as áreas. A industrial está caindo aos pedaços e ainda tem gerências que usam alguns supervisores para mentir e chantagear os trabalhadores dizendo que a usina está assim por causa dos trabalhadores que não entendem que a empresa é deles e precisa ser mantida com esforço de cada um. É mole? Isso é muito desrespeito contra o trabalhador que quanto mais trabalha, mais adoece e produz o lucro que não para de crescer.


Os trabalhadores têm que limpar banheiro, fazer reformas e consertos, ou seja, é desvio e acúmulo de função.



Ser sindicalizado é um direito de todo trabalhador

Ser sindicalizado é um direito de todo trabalhador. Quantos mais trabalhadores sindicalizados mais forte será a luta por melhores condições de trabalho, aumento salarial e proteção aos direitos.


O Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista enfrenta os ataques dos patrões e dos governos e está junto com a Intersindical organizando a luta por melhores condições de vida e trabalho, em defesa dos direitos, empregos e salários.


Então, se você ainda não é sócio procure um diretor na área da usina ou vá até a sede ou subsedes do Sindicato e faça a sua sindicalização.


Fique forte, fique sócio!



Zé Protesto

“Zé, os/as trabalhadores/as na Sapore quando terminam a jornada não conseguem nem tomar banho, pois o horário determinado pela empresa para isso é muito curto.”

- É mais um desrespeito que se repete. O Sindicato já cobrou tanto da Sapore quanto da Usiminas, sobre esse horário absurdo, eles alteraram isso, mas agora voltaram com o aperto. Então vamos pra cima novamente.

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“Zé, a G4S está demitindo vários trabalhadores.”

- É preciso avisar para os puxa-sacos da empresa que não adianta agradar os chefes acreditando que isso vai garantir o emprego, porque o patrão quando passa o facão atinge também quem se esconde na aba do chefe. Para enfrentar o ataque da empresa que está arrancando o emprego dos trabalhadores, é preciso aumentar a mobilização.



JULHO AMARELO

A campanha Julho Amarelo tem como objetivo as hepatites virais, que são inflamações causadas por vírus, classificados pelas letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E. Hepatite A: tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene.

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