AUMENTO SALARIAL E NO V.A., MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO SÓ VIRÃO COM NOSSA MOBILIZAÇÃO
Companheiros/as
A direção da Usiminas segue em seu desrespeito contra os
trabalhadores, exemplo disso é sua resposta à pauta de reivindicações dos
trabalhadores. Na reunião que aconteceu no dia 08/05, os representantes da
empresa tiveram a cara de pau de apresentar como proposta de reajuste apenas as
perdas acumuladas pelo INPC, ou seja, querem seguir dando calote no devido
aumento salarial para os trabalhadores/as.
A direção do Sindicato imediatamente rejeitou a proposta da
Usiminas e reafirmamos que além da reposição das perdas salariais seguimos
exigindo o devido aumento salarial e os demais itens da pauta de
reivindicações. A proposta indecente da direção da empresa foi apresentada logo
após as notícias que mostram o crescimento dos lucros da Usiminas e que segue
sendo beneficiada pelas políticas aplicadas pelo governo.
Nova reunião para seguir com a discussão da pauta de
reivindicações será realizada no dia 24/05, mas como já dissemos, só esperar
por isso não adianta, é preciso começar a mostrar a indignação contra tanto
arrocho salarial e desrespeito.
Participe da mobilização organizada pelo Sindicato e
vamos juntos na luta exigir:
- Reposição das perdas salariais
mais 10% de aumento salarial.
- Piso salarial de R$2.500,00.
- Vale-Alimentação de R$1.000,00
- Fim do banco de horas
- Abono de 100% no retorno de férias.
- Transporte e alimentação
gratuitos
- Plano de saúde: fim da
modalidade de coparticipação paga pelo trabalhador.
O aumento de envio de placas e bobinas para exportação
segue, ou seja, enquanto os lucros não param de crescer, para os trabalhadores
é mais desrespeito. No vestiário do Porto já aconteceram dois princípios de
incêndio nos painéis elétricos, isso aconteceu durante o uso dos chuveiros que
não têm disjuntores com a devida capacidade, ou seja, é a Usiminas negligente
com a saúde dos trabalhadores em tudo. Mais um exemplo da falta de investimento
na segurança é a ausência de técnicos de segurança em todos os turnos no Porto.
Os trabalhadores na Elevatec realizaram greve que se iniciou no dia 09 de maio e foi até o dia 14. A mobilização organizada pelo Sindicato foi sobre a pauta de reivindicações da Campanha Salarial.
Junto às reivindicações exigindo reposição das perdas salariais, aumento salarial e demais itens da pauta, a greve também exigia a volta do café da manhã e aumento no Vale-Refeição.
Fruto da greve o café da manhã voltou a ser servido, o Vale-Refeição vai ser de R$38,00 o valor devido e que está na Convenção Coletiva de Trabalho que a empresa estava desrespeitando. A pauta de reivindicações exigindo aumento salarial e os demais itens segue na Campanha Salarial geral dos trabalhadores nas empresas metalúrgicas. A greve na Elevatec é mais um exemplo que demonstra que é lutando que garantimos nossos direitos.

As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul combinada
com a crise climática provocada pela ganância de um sistema capitalista que
agride a natureza, ataca os recursos naturais na busca de mais lucro tem como
consequência mais tragédias em que as maiores vítimas são os trabalhadores e os
seus.
As enchentes que atingem todo o estado do Rio Grande do Sul
já deixaram mais de cem mortos e muitos desaparecidos, muitos estão ilhados ou
desabrigados.
Mesmo numa situação de extrema gravidade, em vários locais de trabalho, os trabalhadores foram obrigados a ir trabalhar, (locais que não são de atividade essenciais em situação de emergência), nas fábricas o trabalho só não aconteceu nos locais em que não havia como chegar, ou seja, para o Capital pouco importa se os trabalhadores estão perdendo suas casas e seus pertences e o mais grave: se estarão expostos a riscos de morte ao irem ao trabalho. Além disso, querem se aproveitar da tragédia para atacar ainda mais os direitos dos trabalhadores.
EM MEIO A TANTO SOFRIMENTO, A SOLIDARIEDADE DE CLASSE SE COLOCA EM MOVIMENTO
As cenas de muita tristeza que vem do Sul, não conseguem
esconder a solidariedade das maiores vítimas que são os trabalhadores. Muitos
que conseguiram se salvar agora ajudam aqueles que estão em situação de risco e
a nós cabe fortalecer a solidariedade em cada região, enviando ajuda para
alimentos e roupas, mas é preciso mais. Nosso Sindicato junto com a
Intersindical está presente nessa campanha de solidariedade e luta.
É preciso exigir dos patrões estabilidade no emprego e
preservação dos salários e direitos, é preciso exigir dos governos municipais,
estadual e federal todos os investimentos necessários para salvar as vidas
daqueles que estão em lugares de mais perigo e as devidas ações para aqueles
que perderam tudo tenham condições de reorganizar suas vidas.
Além disso, é preciso
como classe fortalecer a luta que atravessa as cercas dos estados e nações
exigindo as devidas mudanças que obriguem os governos de plantão a fazerem as
devidas modificações nas legislações e rigor nas fiscalizações contra as
grandes corporações privadas que seguem atacando o meio ambiente e as vidas da
classe trabalhadora.
O que acontece na região sul do Brasil, guardada as devidas
proporções do que já acontece em vários outros estados do país e em outros
países é o exemplo da crueldade de uma sociedade capitalista onde o que vale
não é a vida, mas sim lucro. Por isso nossa luta maior é por uma sociedade sem
exploração.
O Sindicato deve ser o instrumento de defesa, organização e
luta dos trabalhadores e isso acontece quando na direção do Sindicato dele
estão trabalhadores e trabalhadoras que não abaixam a cabeça para os patrões,
nem para qualquer governo e que têm o compromisso em lutar por direitos e
melhores condições de trabalho para o conjunto da classe trabalhadora, como é o
Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista que junto com a Intersindical é
firme na luta em defesa dos trabalhadores.
Ser sócio do Sindicato é um direito de todo trabalhador,
nenhum patrão pode te impedir de ser sindicalizado e quanto mais sócios, mais
forte é a nossa luta por melhores condições de trabalho, por mais salários e
direitos.
Então se você ainda não é sindicalizado, fique sócio do
Sindicato que é o seu instrumento de defesa contra os ataques dos patrões e de
qualquer governo.
Se você ainda não é
sindicalizado procure um diretor na área ou vá até a sede do Sindicato, em
Cubatão ou subsedes, em Santos ou Guarujá.
Dúvidas, sugestões ou denúncias, ligue 3226-3572, pelo e-mail: metalurgicosbs@metalurgicosbs.org.br ou
pelo WhatsZeProtesto (13) 98216-0145
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17 de maio de 2024