Vigilância da Usiminas tem desrespeitado os trabalhadores com revistas absurdas nas saídas dos turnos
Companheiros/as
A direção da Usiminas segue desrespeitando os trabalhadores da mesma forma que há mais de 60 anos, em Ipatinga(MG) usou da vigilância para impor mais violência através das revistas nas portarias, o que teve como consequência a justa revolta dos trabalhadores que foram para greve contra as péssimas condições de trabalho. A reação da direção da empresa foi mais violência se utilizando da polícia militar que deixou dezenas de mortos e centenas de feridos, no que ficou conhecido como o Massacre de Ipatinga, uma chacina promovida pela direção da empresa que ela tenta esconder.
Essa forma de violar a integridade dos trabalhadores continua agora em Cubatão: o Sindicato está recebendo denúncias de que a vigilância tem passado dos limites nas revistas durante a saída dos ônibus ou na portaria 1.
A vigilância está obrigando os trabalhadores a retirarem o que têm nas bolsas, sacudindo camisas, calças, toalhas e ainda balançar as mochilas abertas de cabeça para baixo para ver se tem algo no meio.
Recebemos o relato de que uma trabalhadora teve que expor até peças intímas na bancada de revista e um trabalhador relatou que teve que abrir a sua mochila no chão no pátio, tirar as roupas de dentro dela e balançá-la. Mais uma violação contra a dignidade dos trabalhadores.
Há poucos dias, havia uma fila na portaria 1 em que dezenas de trabalhadores foram humilhados com essa prática constrangedora e desumana, inclusive com uma viatura da polícia militar estacionada em frente à fábrica de oxigênio.
O QUE A USIMINAS FAZ É ILEGAL, É ATO CRIMINOSO CONTRA A DIGNIDADE DO TRABALHADOR: o Judiciário colocou limites sobre a revista de trabalhadores nos locais de trabalho, determinando que a revista somente é permitida desde que ocorra de forma indiscriminada e sem qualquer contato físico.
O TRT de São Paulo informou recentemente que a dignidade e a honra do trabalhador devem ser sempre preservadas, e que a vigilância não pode pedir que trabalhadores abram suas bolsas e retirem delas seus objetos. As revistas não podem discriminar ninguém.
Ou seja, a segurança patrimonial da Usiminas, através da G4S, está abusando e passando dos limites nas revistas.
O Sindicato já enviou documento para Usiminas exigindo o fim das revistas ilegais, mas só esperar pela resposta da Usiminas não basta, é preciso fortalecer a mobilização contra mais esse ataque do patrão contra os trabalhadores.
NOSSA LUTA CONTINUA CONTRA O ARROCHO SALARIAL E POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO
Na semana passada aconteceu assembleia dos trabalhadores na Amoi sobre a pauta da Campanha Salarial 2024 e fruto
da pressão dos trabalhadores junto com o Sindicato que votaram em assembleia anterior o estado de greve, a empresa
teve que apresentar nova proposta. Veja a proposta da empresa antes do aviso de greve:
- Reajuste salarial: apenas as perdas medidos pelo INPC.
- V.A. de R$500,00
- Abono de R$750,00.
Veja a proposta apresentada após a decisão da aprovação do estado de greve e aprovada pelos trabalhadores:
- Reajuste salarial de 4.60%, apenas as perdas medidas pelo INPC.
- Vale- Alimentação de R$550,00.
- Abono salarial de R$ 1.000.00.
Mesmo com a aprovação da proposta, a nossa luta continua contra o arrocho salarial, pois a empresa novamente impôs como reajuste somente as perdas acumuladas pelo INPC o que está muito longe das perdas acumuladas ano após ano. E o abono não adianta nada, pois mal entra na conta e já vai embora, não é incorporado aos salários e aos demais direitos, ou seja, não é incorporado em nada.
Nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro aconteceu na cidade de Porto Belo/SC, o Encontro Nacional da Intersindical.
Trabalhadores metalúrgicos, têxteis, sapateiros, no setor plástico, nos Correios, radialistas, professores, servidores públicos se
reuniram vindos de todas as regiões do país para avaliar o momento em que vivemos, fortalecer nossa luta nos locais de trabalho
e avançar em nossa organização nos locais ainda sob a direção dos pelegos que estão a serviço dos patrões e dos governos.
Entre as principais lutas gerais segue sendo nossa prioridade a exigência da revogação das reformas trabalhista de 2017 e da Previdência de 2019 que tanto mal fizeram à classe trabalhadora.
É a revogação da reforma trabalhista que pode de fato avançar na luta pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, como o fim da escala 6x1.
Também definimos para o próximo período, mais Jornais, Cartilhas da Intersindical que revelam as mentiras dos patrões, dos pelegos e dos governos sobre a farsa da desindustrialização, sobre o ataque aos serviços públicos e aos servidores.
Foi um momento de encontro, reflexão e debate sobre as tarefas que temos para fortalecer nossa luta contra os ataques dos patrões e de qualquer governo contra os direitos da classe trabalhadora.
O Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista esteve presente nesse importante momento de fortalecimento da luta geral da classe trabalhadora.
Para derrotar o Capital aqui segue firme nos locais de trabalho, estudo e moradia, a Intersindical.
O Sindicato deve ser o instrumento de defesa, organização e luta dos trabalhadores e isso acontece quando na direção dele estão trabalhadores e trabalhadoras que não abaixam a cabeça para os patrões e nem para qualquer governo e que têm o compromisso de lutar por direitos, mais salários e melhores condições de trabalho para o conjunto da classe trabalhadora.
Assim é o Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista instrumento de luta e defesa dos direitos dos trabalhadores que junto com a Intersindical fortalece a luta do conjunto da classe trabalhadora.
Se você ainda não é sócio do Sindicato, procure os diretores do Sindicato ou vá até a sede ou subsedes do Sindicato e preencha sua ficha de sindicalização. Seja sócio e fortaleça a luta em defesa dos seus direitos.
“Zé, você acredita que no LTQ serviram arroz cru?"
- Pois é, está mais do que na hora de virar esse bandejão e mandar o patrão comer arroz cru. Aquele que está comendo muito bem, por causa dos lucros que produzimos passa longe da comida que é servida para os trabalhadores.
13 de dezembro de 2024