O Metalúrgico #784

28 de fevereiro de 2025

Índice:

- USIMINAS TEM SAUDADE DOS TEMPOS MAIS SOMBRIOS EM QUE VIVEMOS A REPRESSÃO DA DITADURA FINANCIADA PELOS PATRÕES PARA FREAR A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA;
-PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE TRABALHO, DESRESPEITO AOS DIREITOS, É ISSO QUE SIGNIFICA A TERCEIRIZAÇÃO;
- LTQ2, PÁTIO DE PLACAS, EM TODAS AS ÁREAS, MAIS DESRESPEITO CONTRA OS TRABALHADORES;
-E A COMIDA? A CADA DIA PIOR;
-ZÉ PROTESTO;



USIMINAS TEM SAUDADE DOS TEMPOS MAIS SOMBRIOS EM QUE VIVEMOS A REPRESSÃO DA DITADURA FINANCIADA PELOS PATRÕES PARA FREAR A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA

Companheiros/as

Por muito tempo a Usiminas tentou esconder do mundo o massacre que fez na cidade de Ipatinga/MG na década de 1960, onde colocou a Polícia Militar para atacar os trabalhadores que estavam em greve reivindicando melhores condições de trabalho.

Dezenas de trabalhadores foram assassinados e outras centenas ficaram feridos no que ficou conhecido como o Massacre de Ipatinga, esse crime aconteceu em 1963, um ano depois se instalou no Brasil uma ditadura militar financiada pelos patrões que prendeu, torturou e matou trabalhadores, jovens estudantes que lutaram por melhores condições de vida e trabalho.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga/MG junto com a Intersindical acompanha as ações da Comissão da Verdade que busca investigar e punir a empresa pelo crime cometido naquele período. Não esquecemos e não perdoamos é preciso registrar, não apagar da memória coletiva e lutar para que não se repita.

A ditadura acabou fruto da resistência de nossa classe que apesar da repressão não deixou de lutar e os patrões continuam a buscar formas de conter essas lutas para aumentar a exploração.

A Usiminas sempre se utilizou da arapongagem como forma de perseguir e ameaçar os trabalhadores, tudo para tentar conter a mobilização e também tem se utilizado da sua vigilância privada como forma de assédio e desrespeito contra os trabalhadores na usina e nas terceirizadas.

Exemplo dessa violência contra os trabalhadores é a forma como a vigilância tem feito as revistas nas portarias na planta de Cubatão, exigindo que os trabalhadores abram suas bolsas numa abordagem desrespeitosa e violenta.

Há poucos dias dois trabalhadores que fazem parte da direção do Sindicato foram abordados dessa forma e se recusaram com razão a se submeter a essa forma desrespeitosa de revista. A vigilância chegou a ameaçar e recuou, mas isso só não basta é preciso parar com essa forma de revista para todos os trabalhadores.

A lista de crimes cometidos pela Usiminas não para de crescer se há mais de 50 anos foi um massacre que vitimou dezenas de trabalhadores, outras formas de repressão persistem com os arapongas em Ipatinga, a truculência da vigilância em Cubatão e o assédio moral coletivo para tentar impor mais arrocho salarial e a piora das condições de trabalho.


NÃO VÃO NOS CALAR, A LUTA EM DEFESA DOS DIREITOS E POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO CONTINUA


Os Sindicatos dos Metalúrgicos da Baixada Santista e de Ipatinga junto com a Intersindical já encaminharam várias denúncias ao Ministério Público do Trabalho sobre o assédio moral e a perseguição impostos pela Usiminas, mas o mais importante é o fortalecimento da nossa luta. Pois, quando os trabalhadores estão unidos e firmes com seu instrumento de defesa que é o Sindicato não tem repressão de patrão que segure a nossa luta.





PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE TRABALHO, DESRESPEITO AOS DIREITOS, É ISSO QUE SIGNIFICA A TERCEIRIZAÇÃO

Usiminas usa da terceirização para explorar ainda mais e piorar as condições de trabalho


NA ORMEC CONDIÇÕES DESUMANAS DE TRABALHO

A Ormec submete os trabalhadores às condições de trabalho desumanas, tem funções em que os trabalhadores são expostos a vibração no corpo, ruído excessivo, peso sobre a coluna , esforços repetitivos e ainda transportam colado ao corpo combustível o que coloca a vida dos trabalhadores em risco.

E também na Ormec/GPS os trabalha dores que são promovidos ou tiram férias das chefias ficam meses sem receber as diferenças e o devido aumento salarial, muitos nem recebem. A empresa diz que não paga porque a Usiminas não repassa os valores, ou seja, é uma maracutaia da usina e suas terceirizadas.

E tem mais: no Porto, a Ormec estala o chicote até na hora da refeição e quando não tem navio coloca os trabalhadores em outra área sem condições de trabalho. Para ir ao banheiro tem que andar uma longa distância e quando chega lá nem papel higiênico tem.


NA ZOCAR MAIS DESRESPEITO

A empresa Zocar que assumiu o contrato da VIX está usando a maioria das máquinas reformadas e algumas alugadas da própria VIX que já estavam muito ruins, ou seja, piorando as condições de trabalho. As máquinas apresentam muitos problemas mecânicos e elétricos trazendo mais riscos aos trabalhadores.

Com os equipamentos sucateados quem se lasca é o trabalhador, mais um exemplo disso e que os motoristas das carretas que entram na usina para carregar carepa fica mais de 4 horas no vai e volta até a balança e o gasto com combustível sai do bolso do motorista. Mais um absurdo.

E tem mais: os trabalhadores na Zocar estão fazendo suas refeições com vale de papel, ou seja, quando vão almoçar tem que pedir para uma pessoa do refeitório vir abrir a lateral da catraca, mais um constrangimento que a empresa expõe os trabalhadores.

A Usiminas sabe disso e permite esse assédio, pois essa é prática da direção da empresa e suas contratadas: mais desrespeito contra os trabalhadores.





LTQ2, PÁTIO DE PLACAS, EM TODAS AS ÁREAS, MAIS DESRESPEITO CONTRA OS TRABALHADORES

No LTQ 2 as condições de trabalho na cabine principal vão de mal a pior. Cadeiras rasgadas e sem apoio de braço, a preocupação com a ergonomia passou longe dali.

O Sindicato já fez várias reclamações, mas até agora nada da direção da usina se mexer. Na gerência do Pátio de placas da Aciaria a ordem é tirar o couro dos trabalhadores.

Com o calor que está fazendo, os trabalhadores têm que se desdobrar para trabalhar expostos a temperaturas extremas e a gerência, supervisão e suporte técnico o que fazem é ameaçar ainda mais os poucos trabalhadores que ficaram na área para dar conta da alta produção. As chefias impõem horário de almoço e de descanso reduzidos. Até o horário para tomar água e ir ao vestiário é controlado. O que já era ruim está ficando pior.



E A COMIDA? A CADA DIA PIOR

O tal do fricassê servido no restaurante do LTQ2 há poucos dias parecia de plástico. Ou seja, a comida que é um problema há muito tempo está cada vez pior. Já fizemos várias denúncias e exigimos melhoria na alimentação, mas até agora a Usiminas não fez absolutamente nada. É só na hora que começarmos a virar o bandejão que o patrão vai se mexer.



ZÉ PROTESTO

“Zé, no almoxarifado da Usimec agora tem um “dono” que fica humilhando e regulando uniforme para o trabalhador. E quando conseguem eles vem rasgados e sujos. E ainda tem um e técnico de segurança para intimidar trabalhador que questiona as condições das roupas.”

- Será que a direção da empresa sabe que o almoxarifado agora tem “dono” e um puxa saco?

+ boletins