NÃO É DEFESA DA AMAZÔNIA E TÃO POUCO DAS VIDAS QUE NELA HABITAM: A COP 30 FOI UM GRANDE BALCÃO DE NEGÓCIOS PARA OS INTERESSES CAPITALISTAS

26/11/25

Companheiros/as

A COP 30 que aconteceu no Brasil, na cidade de Belém-PA reunindo aproximadamente 190 países e com ausências dos mais poluentes do mundo, como os EUA, em que o governo de Donald Trump recusou a participação.

A COP 30 reuniu centenas de representantes do Capital que participaram com o falso e hipócrita discurso de preocupação com a crise climática, com o aquecimento global, quando na realidade o que buscam é mais e melhores condições de exploração dos recursos materiais, atacando o meio ambiente e a vida para concentrar cada vez mais lucros. O governo Lula de fato nada faz para garantir as demandas urgentes da classe trabalhadora, continua subordinado aos interesses dos patrões.

Exemplo disso é a exploração de petróleo pela Petrobras na Margem Equatorial, sendo que a Foz do Amazonas é uma área próxima a comunidades tradicionais e com uma biodiversidade significativa, ou seja, mais ataques a vidas e aos recursos naturais.

Também a proposta de privatização de hidrovias, o que significa privatizar até rios, como os rios Madeira, Tocantins e Tapajós através de concessões e leilões, tudo com o objetivo de facilitar ainda mais a circulação das mercadorias do agronegócio enquanto ataca as comunidades indígenas.

A taxação do carbono também nada mais é do que mais uma compensação financeira que em grande parte será bancada pelos governos para as empresas que reduzam a emissão do poluente.

Enquanto a representação dos patrões se utiliza da COP30 para mentir que são defensores da Amazônia, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, trabalhadores rurais sofrem com a falta de demarcação de terras, com a violência do agronegócio, com péssimas condições de vida e trabalho.

Na cidade de Belém no Pará, lugar em que ocorreu a COP 30 a maior parte da população trabalhadora sofre com ausência de políticas públicas básicas, como saneamento. Em Belém apenas 20% da população tem acesso à coleta de esgoto e no estado do Pará esse índice não chega a 8%. O resultado disso é mais adoecimento.

Não será uma COP, não serão Conferências distantes da dura realidade vivida por aqueles que habitam e com muita dificuldade e coragem cuidam da Amazônia que resolverá a crise climática causada pela super exploração feita pelo sistema capitalista.

Somente a luta direta das comunidades originárias, somadas a luta geral da classe trabalhadora é capaz de atravessar as cercas impostas pelas nações que poderá retomar as condições de vida num mundo tão atacado por esse sistema da morte, que é o Capital.

Falar sobre isso nos nossos locais de trabalho é importante, essa luta faz parte da nossa luta por melhores condições de vida e trabalho.

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