O Metalúrgico #475



A luta continua em defesa dos direitos e por melhores condições de trabalho

A Campanha Salarial se encerrou na semana passada, mas a nossa mobilização continua contra os ataques da Usiminas.

Na assembleia realizada pelo Sindicato na semana passada, foi aprovada a proposta apresentada pela Usiminas de reajuste salarial e a renovação das cláusulas sociais no Acordo Coletivo de Trabalho por dois anos.

Sabemos que a aprovação da proposta de reajuste salarial não significa que os trabalhadores estão satisfeitos, pois são dois anos seguidos que a Usiminas abocanhou parte dos salários, aumentou o arrocho, o que provocou perdas de mais de 20%.

Veja a proposta aprovada:

- 4% de reajuste retroativo a maio, mês da data-base.

- 0,5% em setembro sem retroativo a data-base.

- R$ 1.500,00 de abono que não é incorporado aos salários.


A nossa luta continua

A Usiminas demitiu milhares no ano passado, deu calote nos salários e na PLR e assim ampliou ainda mais seus lucros. Nunca é demais lembrar que no primeiro trimestre desse ano o lucro líquido foi de mais R$ 100 milhões, reativou o Alto Forno e Ipatinga e duas mineradoras também em Minas Gerais. E aqui em Cubatão fechou acordo com a CSA para a remessa de mais de 840 mil toneladas de placas. Ou seja, os acionistas festejam e os trabalhadores sofrem com o arrocho nos salários e com as péssimas condições de trabalho.

A Campanha Salarial é um momento da nossa luta que continua em todas as áreas exigindo o respeito aos direitos e melhores condições de trabalho.

E para recuperar as perdas salariais que vão aumentar ainda mais até a próxima data-base, é preciso participar das mobilizações organizadas pelo Sindicato. Então fique atento aos Jornais do Sindicato e participe das atividades, pois só unidos e na luta que vamos garantir avançar em nossas reivindicações.


Não é reforma, não é combate ao desemprego. É o massacre dos direitos da classe trabalhadora

O governo Temer/PMDB e a maioria dos deputados e senadores estão a serviço dos patrões para aumentar a exploração e a miséria contra a classe trabalhadora.

A maioria do Senado federal votou na semana passada o texto enviado pelo governo Temer/PMDB que tem por objetivo exterminar os direitos da classe trabalhadora, permitindo aos patrões aumentar a jornada de trabalho, reduzir salários e acabar com direitos garantidos através de muita luta.

A corja que está afundada na lama da corrupção tanto no governo, como no Congresso Nacional está a serviço dos patrões que por muito tempo tentam acabar com direitos dos trabalhadores.


Se é bom para o patrão, é claro que é ruim para o trabalhador

Os representantes dos patrões das indústrias de sapatos de Franca festejaram a votação pelo Senado do que eles chamam de reforma trabalhista, quando na verdade é o massacre aos direitos dos trabalhadores:

- O governo Temer/PMDB, a maioria dos deputados e senadores e os maiores meios de comunicação dos patrões, como a Rede Globo fazem uma propaganda mentirosa ao dizer que a “livre negociação’ garantirá direitos aos que hoje estão na informalidade e criará mais empregos. A verdade é outra.

-O que os patrões querem é acabar com qualquer restrição que os impeça de aumentar a jornada de trabalho e diminuir os salários e direitos dos trabalhadores. Esses acordos já são feitos em várias regiões em que os sindicatos que estão nas mãos dos pelegos aceitam reduzir salários e direitos.


Patrões e governo querem todos os direitos dos trabalhadores

- Impor que trabalhadoras grávidas trabalhem em lugares insalubres.

- Impor a jornada intermitente o que significa jornadas diárias de até 12 horas, estar à disposição da empresa a qualquer dia e não ter salário fixo.

- Acabar com as homologações dentro dos Sindicatos, o que significa liberar os patrões para dar calote também nas rescisões trabalhistas.

- Liberar o parcelamento das férias, para na sequencia avançar também contra outros direitos como o 13º salário e outros.

- Piorar as condições de trabalho, o que vai aumentar os acidentes, doenças e mortes.

- Acabar com as ações judiciais em que os trabalhadores exigem direitos desrespeitados pelos patrões.


A luta não acabou

Para além das ações judiciais que vão se esparramar em todas as regiões do país contra a implementação do massacre que foi votado pelo Senado federal, o fundamental é a ampliação da nossa luta.

A história dos trabalhadores é a história de nossas lutas, os direitos que querem nos arrancar não foram concessões, foram garantidos através do enfrentamento contra o Capital e seus governos. É na mobilização, colocando a revolta em movimento, construindo a greve geral que vamos conseguir derrotar mais esse ataque dos patrões e do governo.

NENHUM DIREITO À MENOS SE GARANTE NA LUTA DO CONJUNTO DA CLASSE TRABALHADORA



Na escarfagem os trabalhadores também estão expostos a graves risco à saúde

Na escarfagem na área do Pátio de Placas da Aciaria, os trabalhadores são expostos a emissão de poluentes e ruído intenso e a cabine operacional da MEA01 está sem ar-condicionado há mais de seis meses. A direção da Usiminas sabe disso e até agora nada de resolver o problema que ela mesmo provocou. A direção da usina fez uma vistoria de mentirinha, pois constatou os problemas e nada fez.

E tem mais: a Máquina de escarfagem (MEA 01) está sem a translação da Torre, o que expões os trabalhadores a mais riscos. A Usiminas ao invés de repor as peças do sistema de translação, obriga os trabalhadores da manutenção e operação a trabalharem em condições inadequadas e de risco.



No pátio de placas da Aciaria tem até vazamento de água no painel elétrico

O Sindicato já fez várias denúncias sobre essa grave situação e durante um ano, o que a direção da Usiminas fez foi apenas alguns reparos e nada de resolver o problema. O resultado dessa negligência da Usiminas é um vazamento na tubulação de água, que cai num painel elétrico de 220 e outro de 440 volts. E mais: esse é um local de passagem de trabalhadores entre os leitos 01 e 03 de de armazenagem de placas.

E para piorar, como os telhados estão furados, quando chove a água cai como enxurrada direto nos painéis elétricos das pontes-rolantes.



Ser sindicalizado é um direito seu. Fique sócio, não fique só e fortaleça a luta

Ser sindicalizado é um direito do trabalhador e quanto mais sócios ao Sindicato, mais forte é nossa luta nos locais de trabalho contra os ataques dos patrões. Nosso Sindicato é mantido pela livre contribuição dos trabalhadores. Aqui não tem dinheiro de patrão, diferente dos sindicatos em que os pelegos estão e recebem dinheiro dos patrões para aceitar a redução de direitos.


A taxa assistencial só é cobrada de quem ainda não é sindicalizado

A mobilização organizada pelo Sindicato é para garantir as reivindicações do conjunto dos trabalhadores independente se são sindicalizados ou não. A taxa assistencial descontada dos trabalhadores não sindicalizados depois do fechamento da Campanha Salarial, é uma forma de contribuição de quem ainda não é sócio ao Sindicato. E essa taxa foi decidida pelos trabalhadores em assembleia.

Se você ainda não é sindicalizado, se sindicalize. Além de não ter o desconto da taxa assistencial, o mais importante é se sindicalizar e avançar na organização dentro do local de trabalho. E para quem se opor ao desconto da taxa assistencial, (no  valor de R$ 100,00 dividido em duas parcelas) deverá entregar pessoalmente carta de próprio punho na secretaria do Sindicato durante o expediente, nos dias 07, 08 e 09 de agosto.



Cartas do Zé Protesto

“Zé, estão cada vez piores as condições de trabalho nos pátios de embarque onde a Ormec atua. Exemplo é o local B26, onde os trabalhadores estão sem banheiro e sem bebedouro.

Se o trabalhador quiser ou precisar tomar água ou usar o banheiro, tem que ir até o local 11. Só que o problema piorou porque o bebedouro do local 11 está quebrado há cinco dias e até agora não arrumaram. Os trabalhadores também são obrigados a fazer OLA, pintura, varrição, mas não recebem nem os EPI’s como luvas e máscaras. E ainda o gerente tem a cara de pau de dizer que se não bater bota na usina vai ter que bater bota na rua. vestiário da carpintaria onde os trabalhadores na Ormec se trocam também está péssimo.”



Doação de sangue

A sra. Ana Maria Rodrigues Araújo, mãe do companheiro Mario Sergio, necessita da doação de sangue de qualquer tipo. Quem puder ajudar, deve se dirigir à Casa de Saúde de Santos, na av. Conselheiro Nébias, 644 - Boqueirão.

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