O Metalúrgico #533



Usiminas tenta enganar para não pagar o que deve. Vamos à luta para garantir a reposição das perdas e aumento salarial

Como já informamos, na reunião que aconteceu na semana passada, os representantes da Usiminas vieram com a mesma conversa fiada para não pagar o que devem aos trabalhadores. Tentaram manter a mesma proposta, ou seja, queriam aprofundar ainda mais o arrocho salarial.


Juntos em assembleia já dissemos NÃO para a proposta rebaixada da Usiminas e na reunião, a direção do Sindicato registrou novamente que nova assembleia só com nova proposta pra valer.


Contra a enrolação da Usiminas, vamos fortalecer a nossa mobilização


Se a Usiminas continuar a enrolar para pagar o que deve aos trabalhadores, vamos dar mais um passo importante na mobilização, chamando uma assembleia para votar o estado de GREVE. A partir da aprovação do estado de greve, estamos dando mais um aviso claro para os patrões, que a mobilização pode ir além das assembleias na portaria e das manifestações com atraso na entrada.


Em Ipatinga, depois da assembleia que aprovou o Estado de Greve, a direção da Usimec se viu obrigada a apresentar nova proposta. Esse é mais um exemplo de que no avanço da mobilização conseguimos avançar para garantir nossas reivindicações.


Usiminas não consegue enganar, produção e lucro não param de crescer


Todo ano é a mesma coisa, a cada período de Campanha Salarial, a direção da Usiminas ou vem com férias coletivas, ou férias para vários setores, ou então organiza o processo de produção para tentar esconder a realidade.


Basta ver como foi no início do mês de agosto, apertaram ao máximo os trabalhadores exigindo dobras e antecipações para garantir a produção, isso mostra que a Usiminas não está com a produção em baixa, o que eles chamam de material estocado já tem destino certo, portanto a produção é programada, baixas no volume de produção ou paradas no final e início de mês como está acontecendo agora, são feitas de propósito pela direção da usina.


O gráfico de produção da própria usina, mostra que não há queda na produção, a média de produção mensal não é inferior a 100 mil toneladas de placas, ou seja, tem produção, tem lucro, o que não tem até agora é o pagamento do devido aumento salarial.


Se não pagar, a chapa vai esquentar.

É hora de dar mais um passo na luta, pois é assim que vamos garantir a reposição das perdas e o devido aumento salarial



Nas metalúrgicas, fruto da mobilização, os patrões foram obrigados a apresentar nova proposta

Na semana passada, os representantes das empresas metalúrgicas apresentaram uma nova proposta de reajuste salarial um pouco acima do INPC: 3% de reajuste nos salários e aumento no valor do Vale Refeição.


Essa nova proposta, que vai ser avaliada pelos trabalhadores em assembleia no Sindicato, só foi apresentada pelos patrões, porque eles viram que a mobilização crescia em várias empresas. Exemplo disso, foi a assembleia realizada no dia 23 de agosto, em que os trabalhadores firmes com o Sindicato rejeitaram a proposta das empresas de 2% de reajuste.


E aqui a Usiminas, se nega a garantir o Vale Refeição e quer enfiar goela abaixo apenas a merreca acumulada pelo INPC de 1,69% e um abono que além de mal entrar na conta e já sair, não é incorporado aos salários.


Por isso é hora de esquentar a chapa, fortalecer a mobilização para garantir além da reposição das perdas, aumento salarial.



Usiminas impõe condições de trabalho que adoecem e matam e ainda mente no DDS

É isso mesmo. Logo após os graves acidentes que aconteceram em Ipatinga, as chefias orientadas pela direção da Usiminas têm usado os DDS’s para tentar esconder a verdade, tentando responsabilizar os trabalhadores pelos graves acidentes que foram provocados pelas condições de trabalho impostas pela direção da empresa.


A verdade que a Usiminas tenta esconder: depois da tragédia, uma interdição feita pelo Ministério do Trabalho na sinterização, em Ipatinga


Depois da morte de Luiz Fernando, trabalhador na terceirizada Amoi no dia 08 de agosto, da explosão do gasômetro no dia 10 e do acidente no dia 13 que decepou o ombro e o braço direitos de Ricardo Alves , trabalhador na terceirizada INNER, só depois de tudo isso, o Ministério do Trabalho enviou uma equipe para Ipatinga para fiscalizar a Usiminas.


Foram quatro dias dentro da área, em que o SINDIPA foi impedido pela direção da Usiminas de acompanhar a fiscalização feita pelo Ministério do Trabalho e ninguém tem dúvida que a empresa fez isso para tentar esconder as péssimas condições de trabalho.


Mas a direção da usina não conseguiu esconder tudo e os auditores fiscais viram que não há exagero nenhum nas muitas denúncias que o Sindicato fez sobre as condições de trabalho na área que estão expondo os trabalhadores à graves riscos.


Ao final da fiscalização, três equipamentos foram interditados na sinterização, justamente no local em que houve o grave ACIDENTE que decepou um dos braços do companheiro Ricardo. O laudo da fiscalização constata que não existia nos equipamentos do transportador contínuo nenhum dispositivo para parada de emergência, nem sinal sonoro audível que indicasse seu funcionamento e NADA, NENHUMA proteção aos trabalhadores e tão pouco dispositivo que trave o equipamento para evitar o risco de esmagamento.



Zé Protesto

“Zé, acontece todo dia o problema das catracas na entrada dos turnos. A Usiminas diminuiu a quantidade de catracas e o resultado disso são filas enormes que têm atrasado o café da manhã e até gerando discussões. E quando chove a situação piora.”

- Enquanto os trabalhadores já sofrem estresse antes do início da jornada, a direção da Usiminas responsável por essa situação, está no bem bom. Isso só vai mudar com o avanço da nossa mobilização.

--

“Zé, o problema de carga e descarga na pista C também continua. Os trabalhadores estão expostos a poeira de coque calcinado. Nem molhar o chão do pátio no mínimo 5 vezes ao dia, está sendo feito.”

- O Sindicato já denunciou esse grave problema, mas até agora a Usiminas não fez nada. O que faz é expor a saúde dos trabalhadores à graves riscos e dar calote no adicional de insalubridade. Para acabar com isso, além das denúncias, é preciso fortalecer a mobilização dentro da área.

--

“Zé, na Vix, os motoristas estão sendo obrigados a trabalhar nos caminhões com os vidros abaixados, porque o arcondicionado não funciona, o mesmo problema acontece com quem trabalha nas empilhadeiras. O resultado disso é que os trabalhadores são obrigados a trabalhar num calor intenso e respirando poeira de minério.”

- Tanto a Vix e a Usiminas sabem que, além de não pagar o devido adicional de insalubridade, estão colocando a saúde dos trabalhadores em risco e têm a cara de pau no DDS, de colocar as chefias para mentir, dizendo que a segurança está em primeiro lugar.

+ boletins