O Metalúrgico #601

13 de 08 de 2020

Índice:

-A luta pela reintegração dos demitidos e na defesa dos empregos, salário e direitos continua;
-Usiminas e suas empreiteiras, além de demitir, tentaram fazer recontratações de forma fraudulenta;
-Retorno de férias não é presente da Usiminas, é direito garantido através de muita luta;
-A luta segue em defesa da vida, dos empregos, salários e direitos;



A luta pela reintegração dos demitidos e na defesa dos empregos, salário e direitos continua

Dia após dia se escancara que a Usiminas se aproveitou da pandemia para ampliar seus lucros, atacando os empregos, salários e direitos dos trabalhadores. Veja:


- Em maio, a Usiminas suspende a produção na planta de Cubatão e começa a demitir. Por conta das denúncias feitas pelo Sindicato ao Ministério Público do Trabalho e das ações judiciais que fizemos, as demissões são suspensas e a empresa é obrigada a reintegrar os trabalhadores demitidos.


- Depois de vários recursos, no final de junho a Usiminas consegue suspender a decisão que a impedia de fazer demissões e com isso colocou no olho da rua mais de 330 trabalhadores.


- Logo depois das demissões, a Usiminas divulga seu plano para o segundo semestre, nele está a retomada do funcionamento do Alto Forno 1 e da Aciaria 1 em Ipatinga(MG) e a retomada da produção em Cubatão. Seu plano de investimentos aumenta de R$ 600 para R$ 800 milhões.


- E tem mais: o próprio presidente da Usiminas falou que a usina continua sendo líder nacional na produção de aços planos e que a reorganização que fizeram garantiu mais produtividade. O que o presidente tenta esconder é que fizeram isso passando por cima dos empregos e salários dos trabalhadores.


- No início de agosto, a Usiminas começou a convocar os trabalhadores para retornar ao trabalho e impôs a redução salarial para quem ficou.


A direção da empresa é tão cara de pau que tenta dizer que a complementação salarial que está fazendo acima do que está na MP 936 é um benefício que a empresa está dando aos trabalhadores. Mas, a verdade é que quem pressionou para garantir a complementação salarial foi o Sindicato, a Usiminas esconde isso, porque fugiu de fazer um Acordo Emergencial que garantisse estabilidade para todos.


Demitem em massa quem produz o lucro da usina e comemoram distribuindo mais dinheiro para a direção da empresa


Na primeira semana de agosto foi divulgado que a Usiminas vai aumentar o bônus para a direção da usina. A remuneração dos que fazem parte da direção estatutária da Usiminas poderá ser de R$ 27, 2 milhões, em 2019 foram R$ 18, 48 milhões.


Seguimos firmes na luta para garantir os empregos e os direitos


A ação judicial do Sindicato continua, o julgamento deve acontecer no próximo dia 30 de agosto. Mas não vamos ficar só esperando pela decisão do Judiciário. É hora de fortalecer a luta dentro da usina, participando da mobilização organizada pelo Sindicato.


A luta é para garantir a reintegração dos que foram demitidos, para garantir estabilidade para todos e na Campanha Salarial, que vamos retomar agora, a luta, além de buscar o devido aumento salarial, é em defesa dos empregos e dos direitos.


A luta é aqui e também em Ipatinga(MG), onde o Sindicato também segue firme contra as demissões na USIMEC.



Usiminas e suas empreiteiras, além de demitir, tentaram fazer recontratações de forma fraudulenta

Assim que a Usiminas começou a demitir, as empresas terceirizadas também começaram com as demissões. A AMOI quando demitiu tentou fugir de pagar a multa de 40% do FGTS, mas a pressão do Sindicato garantiu que a multa fosse paga integralmente.


As empresas estão se aproveitando da Portaria lançada pelo governo Bolsonaro que libera a recontratação de trabalhadores demitidos num prazo inferior a 90 dias e tenta impor acordos em que os salários podem ser reduzidos.


A AMOI está recontratando trabalhadores com salário 30% menor e redução de 40% para 20% do adicional de insalubridade. Já os trabalhadores demitidos da Usiminas receberam telefonemas da Enesa e da Amoi querendo recontratá-los pela metade do salário. O Sindicato intercedeu exigindo a lei da Terceirização que prevê uma quarentena de 18 meses. (Lei 13.467).


Se engana quem acha que essa medida do governo vai garantir emprego. O que vai acontecer é que as empresas vão demitir ainda mais e tentarão reduzir os salários.


O Sindicato não vai aceitar nenhuma redução de direitos dos trabalhadores


A Usiminas tenta se utilizar das contratadas para tentar terceirizar as funções dos que foram demitidos. Quando denunciamos essa situação, os representantes da usina de novo fugiram dizendo que não sabiam de nada. Mas sabemos que isso é mentira.


O Sindicato já registrou que as reivindicações da Campanha Salarial, além da reposição das perdas e do aumento salarial, também são pela reintegração dos trabalhadores demitidos e pelo respeito aos direitos dos trabalhadores.



Retorno de férias não é presente da Usiminas, é direito garantido através de muita luta

A direção da Usiminas lançou um informativo dizendo que vai pagar o retorno de férias agora como se isso fosse um favor. O retorno de férias é um direito garantido através da luta dos trabalhadores.


Importante lembrar que logo no início da pandemia o Sindicato apresentou proposta de licença remunerada para todos os trabalhadores para garantir o isolamento, única forma de combater o avanço do contágio do coronavírus, a Usiminas não aceitou. Para garantir que os trabalhadores não ficassem confinados dentro da usina, o Sindicato fez um Acordo emergencial antecipando as férias.



A luta segue em defesa da vida, dos empregos, salários e direitos

São dezenas de trabalhadores que foram contaminados. Por muita pressão do Sindicato, a direção da Usiminas começou a fazer testes nos trabalhadores, mas só isso não basta, é preciso garantir a quarentena.


Mais de 100 mil pessoas morreram e mais de 3 milhões estão contaminados pelo novo coronavírus no Brasil, por causa da ação do governo genocida de Bolsonaro que faz de tudo para impedir o devido isolamento, única forma de conter o contágio, ao mesmo tempo, os patrões se aproveitam para demitir e atacar direitos e salários.


Para enfrentar tudo isso é preciso lutar junto com o Sindicato: lutar contra os ataques dos patrões e do governo aos empregos, salários e direitos é uma luta em defesa da vida.

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