O Metalúrgico #607

28 de 09 de 2020

Índice:

-Usiminas está fugindo da obrigação de reintegrar todos os trabalhadores demitidos a partir de 19 de maio de 2020;
-Atenção: não é uma nova contratação. Os trabalhadores devem ser reintegrados mantendo seus contratos anteriores a demissão;
-Usiminas foge de pagar o que deve e ainda quer manter os descontos absurdos do Plano de Saúde;
-PERIGO: Mais riscos de acidente grave por conta das péssimas condições de trabalho impostas pela Usiminas;
-Zé Protesto;



Usiminas está fugindo da obrigação de reintegrar todos os trabalhadores demitidos a partir de 19 de maio de 2020

Usiminas está fugindo da obrigação de reintegrar todos os trabalhadores demitidos a partir de 19 de maio de 2020


No dia 16 de setembro, a ação civil pública encaminhada pelo Sindicato em maio contra as demissões na Usiminas foi julgada. Na decisão o Judiciário determinou, além da proibição da continuidade das demissões, a reintegração de todos os trabalhadores demitidos a partir de 19 de maio de 2020.


Logo no início do processo, o Sindicato conseguiu uma liminar que obrigava a Usiminas a reintegrar os trabalhadores que haviam sido demitidos (aproximadamente 80) e parar com as demissões.


A direção da Usiminas fez de tudo para continuar com as demissões, tentou vários recursos judiciais e por um período conseguiu suspender a liminar que a impedia de demitir e foi então que colocou no olho da rua quase 400 trabalhadores.


Mas, a mobilização e a firmeza do Sindicato mostrando que tudo que Usiminas fez foi se aproveitar da tragédia da pandemia para reorganizar os seus negócios, garantiu mais uma vitória nessa batalha contra as demissões.


A sentença da juíza em Cubatão, mantém a primeira decisão, ou seja, a Usiminas não pode demitir e terá que reintegrar todos os trabalhadores que demitiu a partir de 19 de maio de 2020.


ATENÇÃO: É muito importante que os companheiros(as) que foram demitidos(as) entrem em contato com o Sindicato por telefone (3226-3575) ou indo até a subsede, em Santos (Av. Ana Costa,55 - Vila Mathias). Em função da pandemia, o atendimento está sendo feito das 8h às 13h. Entre em contato com seus amigos que foram demitidos para que procurem o Sindicato imediatamente.



Atenção: não é uma nova contratação. Os trabalhadores devem ser reintegrados mantendo seus contratos anteriores a demissão

A Usiminas antes da decisão do Judiciário, havia recontratado alguns trabalhadores demitidos para dar conta da produção e fez isso desrespeitando direitos, pois não reintegrou os trabalhadores, o que significa um prejuízo de anos de trabalho do contrato anterior. O Sindicato já fez também essa denúncia exigindo a reintegração e não simplesmente a recontratação.


Até agora a Usiminas não reintegrou nenhum trabalhador, além de se aproveitar dos prazos para publicação da sentença, a direção da empresa vai tentar fazer vários recursos judiciais para fugir da sua obrigação, por isso, além das medidas que o Sindicato já está tomando no Judiciário, é muito importante fortalecermos a nossa mobilização, pois é assim que vamos garantir o retorno dos companheiros e o fim das demissões.


A luta segue em defesa dos empregos, direitos e salários: não tem recuo, a hora é de se fazer cumprir a reintegração de todos os demitidos. A única negociação é para preservar os empregos, garantir os direitos e o devido aumento salarial.


ATENÇÃO: É muito importante que os companheiros(as) que foram demitidos(as) entrem em contato com o Sindicato por telefone (3226-3575) ou indo até a subsede, em Santos (Av. Ana Costa,55 - Vila Mathias). Em função da pandemia, o atendimento está sendo feito das 8h às 13h. Entre em contato com seus amigos que foram demitidos para que procurem o Sindicato imediatamente.


Vamos todos juntos fortalecer a nossa luta na Campanha Salarial em defesa dos empregos, direitos e salários. Estamos juntos com nossos companheiros de Ipatinga (MG) que também lutam contra as demissões que o grupo Usiminas segue fazendo na USIMEC.



Usiminas foge de pagar o que deve e ainda quer manter os descontos absurdos do Plano de Saúde

É hora de fortalecer a mobilização, pois só assim vamos garantir a reposição das perdas e o devido aumento salarial


Na quinta-feira passada (dia 23/09), aconteceu mais uma reunião para discutir a pauta de reivindicações da Campanha Salarial e novamente a direção da Usiminas se recusa a pagar o que deve aos trabalhadores.


A proposta indecente apresentada pelos representantes é pagar míseros 2,49% de reajuste a partir da assinatura do Acordo, ou seja, a proposta que a direção da empresa tentou impor é apenas pagar o índice do INPC, sem o pagamento do devido retroativo à data-base. Também se recusam a garantir o vale-alimentação e as demais reivindicações da nossa pauta.


O Sindicato já rejeitou essa proposta absurda, reafirmamos além da reivindicação de reajuste salarial de 5,5%, todas as demais reivindicações, como vale-alimentação, reajuste do piso salarial, limitação do desconto do plano de saúde.


Além de não pagar o que deve, Usiminas retira ainda mais do trabalhador com os descontos absurdos do Plano de Saúde


Além do aumento salarial, a cada reunião o Sindicato tem exigido o fim dos descontos absurdos do plano de saúde nos salários. Não é de hoje que a Usiminas está impondo mais esse desrespeito contra os trabalhadores. A direção da empresa acumula vários procedimentos utilizados no plano de saúde e depois desconta numa tacada só, o que significa retirar praticamente todo o salário do trabalhador.


Nossa reivindicação é o fim do acúmulo dos descontos e a limitação dos descontos a um percentual que não comprometa o salário do trabalhador.


Contra todos esse ataques, o caminho é a nossa luta


A próxima reunião para discutir a pauta de reivindicação será somente no da 08 de outubro e só esperar pelas negociações não adianta: o que garante nossas reivindicações é a nossa união e luta.


Enquanto o grupo Usiminas comemora seus lucros que são resultado do aumento da exploração, os trabalhadores amargam mais arrocho salarial, e contra isso é preciso lutar.


Os companheiros sabem que abaixar a cabeça só faz crescer os ataques dos patrões e a única forma de garantir emprego, o devido aumento salarial e manutenção dos direitos é a nossa luta. Então participe das mobilizações organizadas pelo Sindicato que vão se ampliar também nas portarias.



PERIGO: Mais riscos de acidente grave por conta das péssimas condições de trabalho impostas pela Usiminas

Vergonha: dois anos e ninguém toma uma providência Vergonha: dois anos e ninguém toma uma providência

A avenida da Coqueria que dá acesso ao Porto, foi fechada porque corre risco de queda de material de uma plataforma totalmente corroída.


Já fazem dois anos que essa situação se mantém. Fizemos várias denúncias e a direção da Usiminas não garantiu a devida reforma.


As estruturas podem cair a qualquer momento, o que expõe os trabalhadores à mais riscos, pois muitos têm de passar por esse local a pé.



Zé Protesto

“Zé, a empresa de limpeza nos vestiários é a Enesa. Ela fornece carrinho para as trabalhadoras que fazem a limpeza feito de chapa de aço na área. O problema é que esses carros são pesados e as trabalhadoras logo, logo vão ter problema de coluna. Deviam comprar o carrinho apropriado.”

- Perguntar não ofende: Cadê a Segurança do Trabalho na Usiminas? O carrinho precisa ser adequado para a finalidade e não prejudicar a saúde dos(as) trabalhadores(as).

+ boletins