O Metalúrgico #617

22 de janeiro de 2021

Índice:

-Usiminas quer voltar a demitir;
-Genocida, defensor da ditadura militar: parar esse governo perverso e criminoso é defender a vida;
-Zé Protesto;



Usiminas quer voltar a demitir

A direção da Usiminas entrou com outra ação judicial onde escancara que seu objetivo é demitir e seguir com as contratações irregulares

O Sindicato já disse que NÃO para essa proposta absurda e é hora de fortalecer a luta em defesa dos empregos e direitos


A direção da Usiminas entrou com mais uma ação no Tribunal em São Paulo em que tenta derrubar a decisão judicial que proíbe a empresa de fazer demissões.


Na ação feita pelo Sindicato provamos que a Usiminas se aproveitou da tragédia da pandemia para demitir mais de 300 trabalhadores, obrigou os trabalhadores que não foram demitidos a trabalhar por mais de 3aumentando ainda mais seus lucros. Ao final do processo a sentença do Judiciário determinou que a Usiminas está proibida de demitir.


A Usiminas tenta de todas as formas derrubar essa decisão, por isso entrou com outra ação no Tribunal e na audiência que aconteceu no dia 19 de janeiro os representantes da Usiminas não tiveram como esconder os lucros que só aumentam e mais: defenderam que a direção da usina tem o direito de demitir quantos e quando quiser.


Seja a Usiminas, as grandes montadoras como a FORD que anunciou o fechamento de sua fábrica no Brasil e tantas outras, estão se aproveitado da pandemia que já matou mais de 200 mil pessoas no Brasil para reorganizar seus negócios enquanto a tragédia estimulada pelo governo Bolsonaro e pelos patrões ataca milhões de trabalhadores.


Na audiência, o Sindicato além de dizer NÃO para essa proposta absurda de aceitar as demissões, também denunciou que até agora os mais de 300 trabalhadores demitidos no início da pandemia não foram reintegrados, que contratações irregulares estão sendo feitas com contratos por tempo determinado. Mostramos que o que Usiminas busca é aumentar seus lucros com mais demissões, mais arrocho salarial e desrespeitando direitos.


O Sindicato além de dizer NÃO a qualquer acordo que aceite demissões, segue com os recursos judiciais exigindo a reintegração dos trabalhadores e mais: é preciso colocar a indignação que cada um está sentindo dentro da usina em movimento junto com o Sindicato pois é assim, lutando que vamos garantir os empregos e os direitos.



Genocida, defensor da ditadura militar: parar esse governo perverso e criminoso é defender a vida

Pessoas morreram por asfixia em Manaus(AM) porque faltou oxigênio nos hospitais. Bolsonaro e seu robótico ministro que não entende nada de saúde e pelo que demonstra nem de logística (que diz ser sua especialidade no Exército) sabiam disso e nada fizeram.


Esse governo segue promovendo e estimulando aglomerações, combatendo o devido isolamento social, negando a ciência do alto de sua ignorância ao “prescrever’ o uso de medicamentos que, além de não combaterem a COVD 19 como a cloroquina, trazem graves efeitos colaterais e mais: colocou em dúvida a eficácia das vacinas, tentou impedir que a vacina chinesa chegasse ao Brasil, não organizou a infraestrutura necessária para a aquisição dos insumos e demais equipamentos para o início imediato da vacinação no país.


A quantidade de vacinas que chegou ao Brasil até esse momento está longe do necessário para garantir a campanha de imunização e junto a isso o genocida governo de Bolsonaro e o oportunista governo de Joao Dória(PSDB), fazem da discussão da vacina o palco para sua medíocre e leviana disputa eleitoral.

 

Enquanto isso os trabalhadores continuam aglomerados dentro dos locais de trabalho, nos transportes públicos e nas ruas jogados na mira do vírus por todos os governos que à serviço dos patrões não garantiram a devida quarentena  e mantêm as atividades não essenciais em funcionamento durante a pandemia.

 

No dia 18 de janeiro, Bolsonaro ao dizer que a democracia só existe se as Forças Armadas assim o quiserem, reafirma mais do que sua saudade e defesa de um dos períodos mais sombrios no país, a ditadura militar financiada pela burguesia, como demonstra seu desejo permanente de golpe.

 

Novamente falas indignadas nas redes sociais, na imprensa oficial, notas de deputados e senadores contra as declarações do presidente, mas nada, absolutamente nada se moveu no Congresso Nacional em relação aos mais de 60 pedidos de impeachment contra Bolsonaro que estão na gaveta do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia(DEM).


No dia 18 de janeiro Bolsonaro novamente escancarou sua responsabilidade com a tragédia que já matou mais de 200 mil pessoas e segue contaminado milhões: seu governo continua negando a importância da ciência e dos serviços públicos no combate à pandemia. Seu governo, muito além de ridicularizar a vacina produzida na China ou a vinda de oxigênio da Venezuela para ajudar Manaus, continua omisso e negligente seja para implementação da vacinação, seja para garantir o devido atendimento aos adoecidos. O que seu governo mais faz é estimular tudo que potencializa o aumento da contaminação e do adoecimento pela COVID 19.


São atos criminosos e que atentam contra a saúde da população trabalhadora e também contra as liberdades democráticas que não foram uma concessão dos militares, muitos trabalhadores e jovens foram presos, torturados e mortos lutando pelo fim da ditadura.


Foram as intensas greves organizadas pela classe trabalhadora e as grandes manifestações de rua reunindo trabalhadores e juventude que derrotaram o regime militar.


Parar esse governo, trata-se de uma urgência sanitária, trata-se de defender a vida, fortalecer a luta nos locais de trabalho e nas ruas para derrotar esse governo da morte é a tarefa urgente.



Zé Protesto

“Zé, esses dias no restaurante do LTQ2 eram 13h46 e não tinha mais mistura pro almoço.”

- Esse é mais um desrespeito com os trabalhadores com a conivência da Usiminas.


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“Zé, na Ormec os trabalhadores contratados como ajudante são obrigados a fazer, além das suas atividades, a limpeza de banheiros.”

- A Ormec segue a risca a cartilha da Usiminas que não fala nada.

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“Zé, a Enesa agora está exigindo de todos os soldadores que façam teste de solda sem a exigência da Usiminas mas não quer classificar os trabalhadores. Assim ela aumenta o valor do contrato mas não repassa pros soldadores.”

- Essa é a Enesa, como sempre querendo levar vantagens em tudo.

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