O Metalúrgico #

10 de 08 de 2021

Índice:

-A semana foi de luta em defesa dos direitos da Classe Trabalhadora;
-Sem emprego, sem direitos, sem serviço público;
-Não é garantia de emprego, é destruição de direitos e mais demissões: É isso que significa a Medida Provisória 1045 do governo Bolsonaro aprovada pela maioria dos deputados;
-Não é combate aos privilégios, é a destruição do serviço público É isso que significa a Reforma Administrativa e as privatizações;



A semana foi de luta em defesa dos direitos da Classe Trabalhadora

O governo genocida de Bolsonaro junto com os patrões quer destruir direitos trabalhistas e o serviço 

público


Companheiros/as


Esta semana em todas as regiões do Brasil foram realizadas paralisações e manifestações nas ruas em defesa dos serviços públicos e dos direitos da classe trabalhadora que os patrões e o governo genocida de Bolsonaro querem destruir.


Mais de meio milhão de mortos, milhões no desemprego e na miséria e o Capital com a ajuda de Bolsonaro se aproveita da tragédia


Até agora a maioria da população não está devidamente imunizada com as duas doses da vacina. Bolsonaro segue negando a gravidade da pandemia e a cada dia mostra que seu governo também está afundado no mar da corrupção e principalmente serve aos interesses capitalistas.


Já são mais de 560 mil mortos, mais de 60 milhões de pessoas sofrem com o desemprego e a miséria e o governo além de não garantir vacina para todos, pisa na dor de milhões que não têm comida ao cortar o auxílio emergencial para R$150,00.



Sem emprego, sem direitos, sem serviço público

Os patrões se aproveitam da tragédia para demitir em massa e depois contratar com salários ainda menores. Se utilizaram das Medidas Provisórias do governo Bolsonaro para reduzir os salários, suspender contratos de trabalho e demitir.


As Medidas Provisórias de 2020, se transformaram em 2021 numa segunda reforma trabalhista para destruir direitos, é o que você vai ver no verso do Jornal.


Bolsonaro também quer acabar com os serviços públicos e com os direitos dos servidores que atendem diretamente a população trabalhadora. É isso que significa sua proposta de reforma administrativa e as privatizações.

 

Esse governo genocida quer entregar para as empresas privadas tudo que é público, mas pode ser tornar mercadoria lucrativa para o Capital.


PARA DEFENDER OS DIREITOS E A VIDA É PRECISO LUTAR


É por isso que nessa semana, os servidores públicos que fizeram greve em várias regiões, mais do que defender seus empregos estão em luta para garantir serviços públicos de qualidade para a população trabalhadora.


É por isso que estivemos nas fábricas, nas escolas, hospitais, bancos, nos mais diversos locais de trabalho realizando panfletagens e assembleias para fortalecer a luta contra os ataques dos patrões e desse governo da morte que quer destruir nossos direitos e nossas vidas.



Não é garantia de emprego, é destruição de direitos e mais demissões: É isso que significa a Medida Provisória 1045 do governo Bolsonaro aprovada pela maioria dos deputados

Na semana em que Bolsonaro fazia um desfile militar em Brasília em mais uma tentativa de passar por cima das liberdades democráticas que com muita luta garantimos, a maioria dos deputados aprovava sua Medida Provisória 1045 que significa piorar ainda mais a reforma trabalhista de 2017.

Veja:


- Os patrões poderão reduzir salários, suspender contratos de trabalho e continuar com as demissões.


- A Medida cria um programa de contratações de jovens até 29 anos e adultos com mais de 55 anos em que não há registro em carteira, nem férias, nem 13º salário, nem contribuição ao INSS. Acabam os direitos.

E tem mais: diminui o que patrão tem que recolher para o FGTS de 8% para até 2% e na hora da demissão, a multa do Fundo de Garantia que o trabalhador tem direito é reduzida de 40% para 20%. Com esse programa, as empresas vão demitir quem está registrado para contratar sem registro e sem direitos.


- Aumenta a jornada de trabalho de diversas categorias como mineiros, bancários e reduz o pagamento das horas extras.


- Piora as fiscalizações e com isso o número de acidentes, doenças e desrespeito aos direitos aumentarão: os fiscais serão proibidos de multar patrão que não respeita direitos. Multa somente após duas fiscalizações.


- Impede até ação judicial para recuperar direitos: proíbe a entrada de ação judicial para recuperar direitos que foram retirados pelos patrões em acordos individuais em que o trabalhador foi obrigado a assinar.



Não é combate aos privilégios, é a destruição do serviço público É isso que significa a Reforma Administrativa e as privatizações

A reforma administrativa do governo Bolsonaro, chamada também de PEC 32, só tem um objetivo: acabar com os serviços públicos, demitir os servidores que atendem a população e criar um gigante cabide de empregos para as indicações dos parlamentares e da corja dos prefeitos, governadores e do presidente.

Veja:


- Acaba com a estabilidade do servidor que atende a população trabalhadora: professores, enfermeiros, médicos, assistentes sociais, trabalhadores na área de saneamento, energia, Correios e demais que trabalham diretamente no atendimento da população não terão mais estabilidade. Mas, juízes, procuradores, parlamentares, os que fazem parte das Forças Armadas e o primeiro escalão do Executivo não serão atingidos pela reforma. Aqueles que também não foram atingidos pela reforma da Previdência, seguem com seus privilégios preservados.


- Abre a porteira para privatização de tudo, inclusive para o fim do SUS: se a reforma administrativa for aprovada, a terceirização aumentará e vão transformar a saúde num grande negócio.


- Privatizar para piorar o atendimento e melhorar o lucro dos patrões: exemplo disso é a proposta de privatização dos Correios. Se ela acontecer, milhares de trabalhadores serão demitidos. Além disso, acaba o serviço essencial dos Correios, como o envio de materiais didáticos para as escolas, equipamentos e medicamentos para hospitais. O Correio será uma empresa privada com a prioridade de fazer circular as mercadorias para o Capital.


É hora de avançar da indignação para o movimento e construir a necessária Greve Geral do conjunto da Classe Trabalhadora


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